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O homem errado é meu par perfeito (Livro 4 da série Príncipes que amamos) romance Capítulo 3

Antes de tomar banho, peguei um livro de romance que eu já havia lido no mínimo umas vinte vezes. Se chamava “Par Perfeito” e estava na lista dos meus preferidos por uma cena picante em especial, que estava marcada com um pequeno post-it de cor amarelo neon, para que eu pudesse encontrá-la facilmente, sempre que quisesse.

Me dirigi a sala de banho com o livro em mãos e o pus no balcão enquanto retirava minha roupa sem pressa. Contemplei meu corpo nu no espelho que ia do chão ao teto. Deveria fazer um corte especial nos pêlos pubianos? Ou melhor seria raspá-los por completo? Se Max optasse por fazer sexo oral em mim, como será que preferiria? Ou aquilo não influenciaria em nada? Se eu gostasse muito, deveria perguntar-lhe se da próxima vez ele quereria com pêlos ou sem pêlos?

Respirei fundo, certa de que gostaria sim que aquela noite fosse a qual eu perderia minha virgindade. Já havia feito dezoito anos e era hora de começar minha vida sexual. Embora eu quisesse casar com um príncipe, um rei divorciado ou viúvo (que sequer sabia se existia) ou mesmo alguém com um título de nobreza, a certeza de que não queria ser inexperiente na noite de núpcias sempre me acompanhou.

O difícil até o momento havia sido encontrar a pessoa certa para me entregar. Até que optei por Max, já fazia um tempinho, embora só houvesse falado para Odette naquele dia.

Muito fiz listas de prós e contras para ele ser o escolhido.

Prós:

# Era lindo, com seus belos olhos cor de mel, mais de dois metros de altura, corpo completamente forjado numa academia a qual ele frequentava 2 horas diárias, cabelos castanhos claros lisos e sedosos, nariz na medida e aquela boca com lábios grossos que sabiam beijar bem para caralho.

# Era rico e de uma família conhecida nacionalmente, ou seja, risco zero de depois querer me chantagear por conta do acontecido.

# Cursava Direito, então sabia sobre leis e exatamente por isso me rejeitou numa vez em que eu estava disposta a lhe dar uma noite de sexo e só tinha 17 anos.

# Era meu segurança particular, um homem totalmente confiável.

# Era quente, seus beijos bons e me fazia molhar a calcinha com facilidade, cada vez que me tocava.

Contras:

# Não era o homem que eu amava (onde mesmo haviam dito que para perder a virgindade tinha que ter amor? Sexo não era sobre prazer? Ok, se eu dissesse que nunca sonhei com este momento de forma mágica estaria mentindo).

# Eu não seria mais uma princesa virgem dos contos de fada (isso não poderia estar nos prós?).

# Ele era grande demais para mim e talvez isso desse algum problema, do tipo o pau dele ser maior do que eu poderia suportar (eu não conhecia o pau dele, embora já tivesse uma noção do tamanho algumas vezes sob a calça).

# Max achar que o fato de eu ter decidido perder a virgindade com ele significasse que o amava.

Estas listas mentais me deixariam louca ainda. Balancei a cabeça, aturdida, tentando tirá-las do meu cérebro. Peguei novamente o livro e abri na página marcada: “... Então, Sasha puxou-a para a lateral da cama, pegando suas pernas, abrindo-as e colocando-as sobre seus ombros enquanto a penetrava, fazendo movimentos circulares enquanto ela gemia, enlouquecida de prazer...”

Capítulo 3 1

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