Bryan
Olho para Liz subindo e volto para Brendo.
_ Espero que mantenha distância da minha mulher — digo, e ele ri.
_ Vamos ver até quando poderá manter essa relação com ela. O conselho já sabe dela… ou vai abandonar seu posto por ela?
_ Bem que você adoraria, não é mesmo, irmão?
Vejo minha mãe descendo, me despeço e subo, passando por ela.
_ Já desço. Digo.
_ Tudo bem, filho, já já serviremos o jantar.
_ Ok.
Digo, indo direto para o quarto que a Liz está. Chego na porta e abro, vendo-a sentada na cama. Quando ela me olha, vejo seus olhos cheios de lágrimas.
— Liz, o que aconteceu? Está chorando? — pergunto, preocupado com ela, mas ela sorri.
— Não sabe? Não sou bem-vinda aqui. Seus pais não gostam de mim e, ainda por cima, eu sou o quê para você, Bryan? — ela diz, muito brava, se levantando.
— Liz, por que isso agora? — digo, me aproximando.
— Fala! Sou só um brinquedo? E pior, todos da sua família já sabem! Sabem do contrato que eu assinei, que fui comprada como uma mercadoria! — ela grita, eufórica. Pega o travesseiro e arremessa em mim, mas eu desvio muito rápido.
— Liz, pare com isso. Nunca falei que você é meu brinquedo. De onde tirou isso? — digo, tentando acalmá-la. Nunca a havia visto tão nervosa assim.
Ela me olha fria, distante, e sorri.
— Bryan, acha que até quando vamos continuar com essa farsa? Você já teve o que queria, não é? Não teve meu corpo? O que ainda quer de mim? — ela grita para mim.
— Liz! — me aproximo, abraçando-a. Meu coração estava apertado só em ouvi-la falar em terminar. Sabia que, uma hora ou outra, teríamos que terminar, mas não agora. Envolvo-a, apertando contra meu peito.
Fico ali, inalando o perfume dela, tentando pensar em como acalmá-la ou fazê-la parar de falar em terminar. Isso eu não permitiria.
— Bryan, vamos encerrar isso. Preciso viver minha vida — ela diz, quebrando meu coração. Olho em seus olhos, encarando-a. Ela estava com os olhos cheios de lágrimas. Sentia a sua dor. Queria poder dizer para ela que era diferente de todas com quem já fiquei, que era especial, mas não podia prometer algo mais sério. Mas também não conseguia deixá-la ir agora.
— Só poderá ir embora quando eu permitir! — digo, apertando-a. Foi o meio de fazê-la ficar, mostrando que só poderia me deixar quando eu permitisse. Sabia que estava sendo um canalha, um desgraçado, mas não permitiria que ela me deixasse. Subo seu vestido longo, provocando-a.
— Não… não quero… — ela grita, segurando minha mão.
Então eu a beijo, pressionando meus lábios com urgência. Ela se irrita e morde o meu, me fazendo sentir uma leve dor. Sinto o gosto de ferro. Ela sorri, e faço o mesmo. Isso, para mim, não era nada, mas podia mostrar do que sou capaz.
— Gosta de me provocar — digo, jogando-a na cama, assustando-a. Subo em cima dela enquanto ela tenta lutar.
— Bryan… o que está fazendo? — diz, assustada.
Sorrio, começo a levantar seu vestido. Ela tenta impedir, mas sou muito mais forte e a prendo.
— Para… o que quer fazer?! — grita, pedindo para eu parar.
— Calma, não vou fazer nada agora — falo, com minhas mãos procurando sua parte íntima. Toco, puxando sua calcinha. Ela se debate, mas eu a tiro. Saio de cima dela, olhando-a com a calcinha de renda em minha mão. Ela me olha brava, se cobrindo com o próprio vestido, como se isso impedisse algo.
Levo ao nariz e sinto o cheiro do seu desejo, então digo:
— Vou ficar com isso, para você pensar antes de falar e não tocar no assunto de me deixar. Já deixamos bem claro: só vai acabar quando eu decidir.
Finalizo, guardando-a no bolso e saindo do quarto, deixando-a se acalmar um pouco antes de descer.
Aproveito e vou ver meu pai. Ficamos conversando sobre o evento e como estão as coisas. Ele fala o que achou do Brasil e dos negócios. Também me alerta sobre o conselho e como estão preocupados com o fato de eu estar com essa garota brasileira.

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