Bryan
Estou conversando com Henrique sobre as fake news nas redes sociais, uma manchete que saiu sobre mim e a Jéssica, dizendo que somos um casal e que ela irá me acompanhar no evento neste sábado.
— Mas, Bryan, não vê como isso ajudou o evento? Ela é famosa. Por que não aproveita toda essa audiência? Ela sendo sua acompanhante, como sempre fez nos eventos… a sua garota deve compreender que isso é trabalho. — Henrique diz a opinião dele, mas eu sabia muito bem que ela estava aproveitando tudo isso. Jéssica não perdia uma oportunidade com seus anos de experiência no mercado.
— Não ligo para o que falam. Só não quero que esse tipo de fofoca me cause problemas. Mas, se realmente for bom para o evento, vou conversar com a Liz. Ela deve entender.
— Isso aí! Ela já terá participação nos desfiles e agora, como sua acompanhante, vai dar o que falar do nosso Bryan kkk. — Henrique ri, bebendo mais uma taça de licor.
— Se quiser, posso fazer companhia para a Liz, entrar com ela… — Enzo me provoca, e na hora meu olhar muda.
— Pode deixar que eu mesmo cuido dela, Enzo. — digo, encarando sério.
— Não tá mais aqui quem só quis ajudar kkk. — ele ri com meu olhar frio.
Para o Enzo, eu não deveria entrar com outra mulher, e sim com a Liz, com quem eu estava. Mas ela se tornaria pública, e as pessoas poderiam usar isso para persegui-la, puxar toda sua história, magoá-la… eu jamais permitiria que isso acontecesse.
A conversa vai longe. Conto para eles sobre o Brendo e o noivado de última hora.
— Não vê que seu pai e o Conte querem tirá-lo do seu posto? Vai mesmo permitir isso? — Enzo diz, nervoso.
— Eles podem até assumir o comando, mas não tiram o meu poder. Esqueceu o que estamos fazendo há muito tempo? — digo, lembrando-o dos nossos aliados. Depois que fui à Itália, estava me preparando há muito tempo. Sabia muito bem a intenção do meu pai, muito antes do vovô me passar o legado.
— Verdade, tinha até esquecido. Esses velhos não esperam por espera… — Enzo fala.
— Bom, nessa parte não me envolvo. Bryan sabe que não me envolvo com esses assuntos, só na parte corporativa. — diz Henrique, com certo medo.
— Não sei onde você arrumou esse amigo frouxo. — Enzo diz, rindo, e Henrique sorri também com o comentário. Ele sabia muito bem que, uma vez dentro, só saía morto.
Brindamos entre nós três. As garçonetes servem mais enquanto uma música clássica toca. Meu telefone toca, olho e atendo — era a Liz me ligando.
— Oi! Aconteceu algo, Liz? — pergunto logo após atendê-la.
— Está aonde? — ela pergunta, um tanto brava pela sua voz.
— Estamos em um restaurante, conversando sobre trabalho. — digo, me explicando.
— Entendo… reunião com esse barulho? Com certeza bebendo e com mulheres, né? — ela diz, chateada.
— Liz… Liz…
Mas, antes mesmo de eu perguntar o motivo de ela estar brava, o telefone desliga e fico sem resposta.
Tento ligar de novo, e todas as minhas ligações são recusadas. Ela não me atende, me deixando bravo.
— O que foi, Bryan? Será que ela já leu a fofoca? kkk — Enzo brinca.
— Parece que alguém desligou na cara dele o celular. Essa Liz é de se admirar… é a única que tem coragem de fazer algo assim com o chefão. — diz Henrique.
— Por isso ele está apaixonadinho, não vê? kkkk — Enzo diz.
— Parem de brincar! Deve ter acontecido algo. Bom, é melhor eu voltar para casa ver o que está acontecendo. Acho que nossa reunião termina aqui, não é mesmo?
— É, vai lá atrás da sua princesinha mesmo kkk. — Enzo zoa.

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