Bryan
Chego à reunião acompanhado de Enzo e de mais dois amigos: Fabrício Alencar e Nathan Brito, filhos de mafiosos muito respeitados em todas as famílias. Eles sempre me apoiaram e estavam ali representando seus pais, que já haviam passado seus legados a eles.
Entro no grande salão, e todos os olhares se voltam para mim. “Alguns me temem; outros me odeiam por estarem ao lado do meu irmão.” Meu pai já estava no centro, ao lado do senhor Vincenzo, pai de Enzo, e do senhor Conti. Assim que me veem, seus olhares se fixam em mim.
— Bryan, venha até aqui — diz meu pai, chamando-me para perto
Ele fala em italiano perfeito, já que ali todos se comunicam assim, por respeito à família.
— Olá, senhores — digo com seriedade, mantendo minha postura dominante. Aprendi desde cedo que precisava ser temido; só assim teria respeito.
O senhor Conti me observa atentamente.
— Vejo que, em poucos dias, você está diferente — comenta, analisando-me de cima a baixo.
Sou mais alto que muitos ali, forte, sempre cuidei do meu corpo. Nas horas vagas, treino e pratico lutas.
— Bryan — cumprimenta Vincenzo, com um leve aceno. Ele sempre teve mais afinidade comigo do que com Conti.
— Realmente, meus filhos cresceram. Bryan puxou ao meu pai… e Brendo a mim — diz meu pai, deixando claro quem é o seu favorito.
— Sejam bem-vindos, Enzo, Fabrício e Nathan. Hoje vocês representam seus pais, não é? — completa ele.
Eles cumprimentam todos ao redor com respeito. Logo depois, Brendo surge, desfilando como se já fosse o líder de todos.
Então, o salão silencia.
A presença do meu avô intimida a todos.
Ele entra lentamente, com uma aura imponente. Seus olhos param diretamente em mim. Eu já sabia: a maior batalha seria contra ele. Sempre deixou claro que casamentos entre famílias eram essenciais.
Todos o cumprimentam. Ele caminha até o centro e para, ainda me encarando.
— Caros senhores — começa, com a voz firme —, como todos já sabem, deixo como meu sucessor o meu neto, Bryan Bellucci.
Um murmúrio percorre o salão, mas ele levanta a mão, impondo silêncio.
— Porém… há uma condição.
Meu corpo fica tenso.
— Ele deverá se casar com uma filha de uma família da máfia.
O salão inteiro escuta em absoluto silêncio.
Aquilo era exatamente o que eu temia.
Me casar com uma “princesinha” da máfia… selar uma aliança sem amor.
Como eu poderia fazer isso… sem ser com a Liz?
Os homens ao redor se levantam, concordando com a decisão. Para eles, aquilo era natural. Estratégico. Necessário.

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