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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 128

Liz

Olho para o homem à minha frente. Ele estava parado, olhando para mim com aquele seu olhar perigoso, como se fosse me devorar.

Estava com medo. Queria correr, fugir, e a todo momento minha mente me perguntava por que ele estava ali. O que queria de mim agora?

— Me responda, como conseguiu a chave da minha casa? — digo, confrontando-o, evitando mostrar minha fraqueza.

Ele ri. Uma risada alta, como se achasse graça no que eu acabava de falar, como se fosse uma piada para ele.

— Garota… garota… pelo jeito ainda não me conhece de verdade. Não existe nada que eu não saiba, nada que eu não consiga neste mundo, Liz.

Ele diz, se aproximando de mim. Meu corpo começa a tremer todo, meu coração estava batendo loucamente, me sentia sem ar. A sua presença me deixava em alerta. Quando ele chega mais perto, me afasto, dando dois passos para trás com muita dificuldade.

— Garota, não sabe como senti falta desse seu cheiro.

Ele diz, inalando meu perfume. Sinto o calor subir, meu corpo tremer, sem forças para correr ou lutar. Ele caminha até mim.

— O que você quer comigo? — minha voz sai falhada com ele tão próximo de mim.

— Não sabe mesmo, Liz, o que quero agora? — ele diz, se baixando para ficar bem ao meu ouvido e sussurrando.

Então automaticamente tento empurrá-lo com toda a minha força.

— Sai daqui! Não temos mais nada, já encerramos o contrato! — digo brava, batendo em seu peito com raiva.

Raiva por ele ter me abandonado daquele jeito. Raiva por ele ter me tratado como uma prostituta que ele pagou pelos serviços. Raiva por ele ter ficado com outra mulher.

Só em lembrar daquela foto dele com aquela loira me dava embrulho no estômago.

— Então por que está me expulsando? Eu sei que estava com saudades — diz, com sua mão tocando minha cintura até rodeá-la e me puxar para seu corpo.

— Bryan, vai embora… por favor, me deixe em paz — imploro para ele.

Ele olha em meus olhos, me pega no colo e começa a caminhar, subindo para o andar de cima. Ele me carrega até meu quarto, me levando até a cama, enquanto eu gritava para ele me soltar.

— Você é minha, Liz.

Ele diz em meu ouvido, seu hálito quente, sua boca tão próxima da minha, nossos lábios quase se tocando.

— Por que gosta de me atormentar?! — digo com os olhos cheios de lágrimas.

Meu mundo ali estava desmoronando. Ele iria descobrir a qualquer momento a gravidez, e o medo dentro de mim só aumentava.

Meu coração está tão acelerado que jurava que sairia pela boca.

— Que saudades desse seu cheiro — diz, cheirando meu pescoço, me deixando ainda mais alarmada, porque sabia o que ele estava prestes a fazer comigo. Mas eu estava grávida, não sabia se isso poderia prejudicar os bebês, que ainda nem dava para ver minha barriga.

— Sai daqui! Você não é bem-vindo, Bryan! Eu só estava com você, obrigada, agora não sou mais. Sai!!! — grito desesperada, empurrando ele e batendo nele com raiva.

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