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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 156

Bryan

Subo as escadas cansado e ainda tentando absorver tudo. Não queria aceitar que minha mãe, quem eu tanto amei, na verdade não era nada minha. Ela não era minha mãe biológica e eu tinha medo de que, quando descobrisse tudo, me odiasse por ocupar o lugar de seu verdadeiro filho, filho legítimo. Ela sempre me tratou com amor e carinho, nunca demonstrou favoritismo.

Sempre quis que Brendo amasse nós dois igualmente, mas ela mal sabia que eu não era seu filho, aquele que carregou por nove meses e colocou ao mundo, quem ela criou.

Entro no meu quarto. Liz não estava ali. Penso até em mandar mensagem para saber se ainda continua na mansão dos Pontal, mas desisto e vou tomar um banho. Talvez a água gelada em meu corpo me ajude a relaxar um pouco.

Entro, me despindo e ligando o chuveiro na água gelada. Meus cabelos caem em meu rosto, meus músculos doloridos pela tensão de tudo. A raiva... raiva desse destino. Não por não gostar de saber que era filho dos meus avós, mas por saber que magoaria minha mãe, Carol. Talvez ela nunca me perdoe, talvez me odeie por gerar alguém que destruiria seu marido e filho.

Se não fosse minha existência, eles poderiam ser felizes. Eles não precisariam fazer o que fizeram comigo...

Soco a parede com força, sentindo o sangue escorrer pelos meus dedos. Não sentia dor, só sentia fúria.

— Bryan? Você está bem?

Uma voz familiar chega aos meus ouvidos. Liz estava ali.

— Estou bem... — digo alto, me lavando.

Termino depois de um bom tempo e saio com a toalha em volta da cintura.

— O que houve com sua mão?

Não sei como, mas ela havia percebido minha mão ferida e corre para olhá-la preocupada.

— Não é nada — digo, fingindo. — Foi só um descuido meu.

— Diga, o que aconteceu? Pode me contar. Você é meu marido, ou não?

Ela pergunta com raiva.

Sorrio com sua preocupação e a abraço como nunca.

— Claro que sou, querida. Mas você está grávida, não quero te trazer problemas.

— Seus problemas são meus também. Pode me contar tudo.

Ela diz, mandona, me fazendo sentar na cama e começa a secar meus cabelos.

Começo a contar tudo sobre o senhor Zacarias e tudo o que ele contou. Liz para e me olha surpresa quando conto que Bruno não é meu pai, mas sim meu irmão. Sua mulher apenas me gerou por nove meses e me criou.

— Meu Deus...

Liz solta um grito.

— Mas isso me fez entender toda a minha história. Agora sei por que ele sempre me rejeitou, sempre preferiu o Brendo em vez de mim.

Liz me abraça. Seus braços me dão conforto. A puxo para mim, fazendo-a cair em meu colo. Ela estava tão linda. Seus olhos entreabertos olhando os meus, seus lábios rosados e brilhantes, suas bochechas vermelhas.

Como podia ser tão linda?

— Bryan...

Ela diz, mas eu simplesmente a beijo, puxando-a para mim. Liz tinha um cheiro especial. Seu perfume me enfeitiçava. Seu corpo reagia ao meu. Deito-a na cama e a faço sentir todo o amor que sentia por ela. Liz era minha, era a única certeza que eu tinha agora. Ela era minha.

Estou com ela em meus braços depois de um momento íntimo. Ela se aconchegava ao meu corpo, seus cabelos sedosos espalhados pelo travesseiro, seu rosto delicado e relaxado. Ela dormia. Tinha acabado pegando no sono. Então fico ali, admirando-a.

Tento me soltar sem acordá-la. Devagarinho, pego meu celular e desço. Envio uma mensagem ao meu avô e espero por ele na capelinha que tinha em sua propriedade.

Entro e me sento no banco, aguardando.

— O que foi, meu filho, a essa hora?

Meu avô entra e se senta ao meu lado, preocupado.

— Juro que nem sei por onde começar.

Digo, e ele me olha apreensivo. Mas eu nunca escondi nada dele. Sempre lhe contei tudo. Não tinha o direito de esconder algo tão importante.

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