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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 175

Liz

Os dias vão se passando e minha rotina vai voltando. Mesmo indo todos os dias ao hospital e ficando lá quase a tarde toda, já conseguia trabalhar um pouco. Tentava ocupar minha mente, precisava disso.

Meus bebês, a cada dia, pareciam mais gordinhos, ganhando cor. Os cabelinhos cresciam, e mais ainda o Alex, aquele ali era guloso. Comecei a estimular meus seios para poder amamentá-los e, depois de muito esforço, Alex e Aline já conseguiam puxar e mamar.

No tempo em que estava em casa, começava a tirar leite para eles. Mesmo o Bryan me dizendo que, se eu não conseguisse alimentá-los, eles tomariam fórmulas próprias para bebês prematuros, eu queria fazer isso. Queria sentir como era alimentar meus próprios filhos e sabia que não teria mais filhos. Bryan não podia ser pai novamente e, por isso, passei meus dias fazendo tudo o que as enfermeiras me ensinaram.

E lá estava eu, com o Alex guloso puxando o leite do meu seio, sua boquinha tão pequena sugando. Mesmo tendo fissuras nos bicos e sentindo uma dor enorme, não se comparava ao que eles passaram e ainda estavam passando naquele hospital.

Mesmo depois de mais de um mês, a Alice já estava bem melhor. Já estava ali junto com seus irmãos, e isso me deixava muito feliz.

— Posso tentar segurar os três? — digo, e as enfermeiras sorriem.

— Claro, mamãe. — Elas respondem juntas.

Eu estava com o Alex quando uma delas trouxe a Alice e a outra trouxe a Aline, colocando os três em meu peito, um ao lado do outro. Parecia que eles sentiam, pois ficavam quietinhos assim, bem juntinhos. A Aline chorava, mas, quando foi colocada ao lado da irmã, parou na mesma hora.

— Também vim pegar meus filhos.

Bryan diz, entrando e sorrindo ao me ver com os três.

— Olha como eles ficam quietinhos assim, amor.

Ele sorri.

— Também, assim com você até eu ficaria.

Ele diz brincando, e eu fico vermelha. As enfermeiras sorriem, tentando disfarçar o que acabaram de ouvir.

Mas eu sabia que Bryan e eu não tivemos mais tempo como marido e mulher. Desde o dia em que saí do hospital, minha vida passou a ser para as crianças. Mesmo eles estando aqui, eu me dedicava a fazer tudo por eles, me esforçando para alimentá-los, me recuperando da cesárea e do meu corpo, que havia mudado muito com o ganho de peso.

Já havia voltado ao meu peso antigo, mas ainda não me sentia preparada para me entregar. Muitas noites ficava acordada pensando neles, em como estavam. Acordava nervosa, achando que alguma coisa havia acontecido, e ligava para o hospital. Elas sempre me atendiam com muito carinho, mostrando que os três estavam bem.

— Bryan...

Digo tímida.

Ele entra sorrindo e se senta em outra poltrona ao meu lado, aguardando a enfermeira pegar uma das crianças e levá-la para ele.

— Hoje o Alex mamou muito bem, amor.

Digo feliz.

— Esse meu garotão vai ser ligeiro.

Ele diz enquanto uma das enfermeiras pega a Aline e a leva para ele. Ela começa a reclamar um pouco quando é tirada do meu colo e do lado dos irmãos.

— Calma, minha princesa. Papai também quer pegá-la no colo, minha pequena. Como estão crescendo. Já dá para ver nesses dias que passaram. Nem parecem aqueles bebezinhos de vinte e sete semanas e alguns dias. Até a Alice, que precisou de mais cuidados, fez transfusão de sangue porque ficou com anemia e pegou duas infecções, está bem.

Ele diz baixinho, conversando com ela, que fica quietinha em seu colo. Mesmo com aqueles aparelhos em seu nariz e os acessos em seu pezinho tão delicado, ela estava bem no colo do pai, e isso me deixava feliz.

— Eles estão muito bem. Se continuarem assim, logo sairão. E acho que o Alex deve ter alta primeiro, já que está com um peso muito bom.

A enfermeira diz para nós dois.

— Não vejo a hora de levá-los para casa, para conhecerem a casa deles e o cantinho que preparamos para os três.

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