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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 176

Liz

Enfim chega o dia de buscar a Alice. A Aline já fazia duas semanas que estava com seu irmão, mas hoje a Alice recebeu alta. O doutor Fernandes a liberou. Depois de dias, de meses de sofrimento, minha menininha finalmente teve alta.

Bryan entra comigo até o berçário onde ela estava, o mesmo onde seus irmãos também ficaram. Ela estava acordada, brincando com seus próprios pezinhos. Entro e a enfermeira a entrega para mim, colocando-a em meu colo.

— Hoje ficaremos sem ela também. Vamos sentir saudades dessa guerreirinha.

A enfermeira diz sorrindo, já que havia se apegado a ela. Alice tinha os cabelos castanhos claros e seus olhos puxavam para o verde. Os meus também eram claros quando eu era criança. Elas eram bem parecidas comigo, mas também tinham um pouco do pai. As duas eram muito parecidas, quase idênticas, se não fosse por uma marca de nascença da Alice. Ela tinha uma marquinha vermelha na barriga, diferente da irmã.

— Vamos para casa, minha princesinha. Mamãe não via a hora de levá-las embora.

Digo, pegando-a no colo.

— Obrigado, enfermeiras, pelos cuidados com nossos filhos. Serei muito grato a vocês.

Bryan diz, me surpreendendo. Ele, que sempre foi frio e autoritário, estava agradecendo às meninas. Sorrio feliz em ver o quanto ele havia mudado, o quanto estava diferente.

Não demoramos muito para chegarmos, e todos estavam lá para receber a Alice. Alex estava no colo da vovó Camelita e Aline no colo da Nathalia. As babás também estavam ali. Meus avós vieram e olharam para Aline felizes em vê-la bem.

Geovana ficou de vir para a Itália me visitar e conhecer seus sobrinhos, já que agora as lojas estavam indo muito bem. Ela havia aberto duas franquias nesse tempo em que estive cuidando dos meus bebês no hospital. Cuidou de tudo sozinha, e eu estava muito orgulhosa dela.

Passamos a tarde em família. Quando todos foram embora, já era noite. Alimento os bebês, e as babás me ajudam a dar banho e trocá-los. Depois de colocá-los para dormir, vou para o meu quarto me sentindo feliz. Meus filhos estavam em casa. Os três, hoje, iam dormir em seu lar.

Bryan teve que sair, então aproveito, tomo meu banho e visto algo mais bonito. Hoje queria comemorar com ele. Depois de quase quatro meses sem termos um momento como marido e mulher, só dormindo um ao lado do outro, hoje queria me entregar para ele.

Me jogo na cama e fico ali deitada esperando ele chegar, mas Bryan demora e acabo pegando no sono.

Quando acordo, procuro por ele e não o encontro. Bryan não havia dormido em casa. Começo a me perguntar se isso já estava acontecendo havia algum tempo, já que algumas vezes eu mesma dormia no hospital com as crianças.

Levanto, tomo um banho e visto algo confortável, já que tinha que alimentar meus bebês. Saio direto para o quarto das crianças.

— Bom dia.

Digo entrando e vendo uma babá já trocando o Alex, que havia feito cocô.

— Bom dia, senhora. Ele acabou de acordar e, acredita? Fez um cocô que vazou tudo.

A babá Leonora diz sorrindo, e sorrio junto. As duas ainda dormiam tranquilamente, já que deveriam ter tomado mamadeira há algum tempo.

Depois que o Alex foi trocado, eu o pego, aconchegando-o em meu colo e colocando-o em meu seio para ele mamar.

— A Alice chorou muito?

Pergunto preocupada, já que era o primeiro dia dela em casa e em seu bercinho.

— Não, senhora. Ela dormiu muito bem à noite. Só a troquei duas vezes e mamou duas vezes também durante a madrugada.

— Que bom. Elas são boazinhas.

Digo feliz. O Alex costumava chorar um pouco durante a noite no começo, mas agora já estava melhor e dormia muito bem.

Depois que alimento o Alex, vou até as meninas e dou um beijinho em cada uma, olhando como eram perfeitinhas, tão lindas. Logo saio falando que elas também poderiam descer para tomar café.

Vou até a cozinha e peço para Felipa servir o café. Ela era a governanta dos meus avós e, como era de confiança, pediram que ela ficasse comigo. Ela conseguia administrar a mansão com perfeição e pediu para as meninas montarem a mesa do café.

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