Bryan
Voltamos às pressas para a Itália. A tragédia saiu em todos os lugares e só se falava nisso. A senhora Carol Bellicci tirou a própria vida depois de saber que o marido e o filho foram assassinados nos Estados Unidos, e até agora ninguém sabia o motivo que levou a essa tragédia.
Peço que retirem qualquer reportagem que envolva minha família e processem todos que postaram e divulgaram.
Liz me acompanha para o velório. Levou dois dias para meus homens encontrarem o corpo da minha mãe. Também conseguimos que os corpos do Brendo e do Bruno viessem para ser enterrados junto com o da mamãe. Por mais que eles erraram, iam ter um enterro digno, mas por ela.
_ Amor, força. Nada disso foi sua culpa. _ Liz diz ao meu ouvido, me dando forças para superar a perda.
Vovô e vovó também se aproximam e ficam ao meu lado, me apoiando como sempre. O velório estava sendo em nossa mansão, onde temos o nosso próprio lugar em que toda a família é enterrada, e cada um tem seu pilastra deixando salvo o que fizeram e conseguiram para a família. Mas o do Bruno e do Brendo não teria nada, já que eles só trouxeram desgraças...
Caminho entre todos os amigos ali reunidos. Muitos não gostavam do Bruno, mas o respeitavam pelo meu avô. A família da Liz também veio dar seus pêsames. O senhor Pontal, que sempre foi amigo do vovô, estava aqui para dar forças para o vovô e para mim, já que eles sabiam de tudo o que havia acontecido, e deixava claro que ele também teria a mesma escolha que a minha. Mesmo mamãe fazendo o que fez, foi escolha deles.
Olho para todos ali vestidos de luto. Liz, mesmo com um vestido preto e um chapéu preto, ela continuava linda. Nossos filhos estavam com as babás e a Nathalia e a Valentina. O padre fala algumas palavras em frente aos caixões. Depois que ele finaliza, todos ficam em silêncio em respeito aos mortos, mas logo o caixão é descido aos poucos até o fundo e os homens começam a enterrar os três. Ali nos despedimos deles e deixamos que agora eles tenham os próprios julgamentos que merecem com Deus.
Depois de dias da morte da minha mãe, eu já havia voltado a trabalhar. Liz começou a estudar. Ela queria fazer faculdade de Medicina e eu apoiei, como sempre. Ela ainda era nova. Falando nisso, hoje ela estava fazendo vinte anos. E eu passei o dia fora. Ela deve estar muito brava, achando que havia esquecido do seu aniversário, mas já combinei com todos. Hoje ela teria uma surpresa.
Começo a organizar tudo. Nathalia me ajuda com a decoração e com o presente. Ela queria se tornar médica, então hoje eu comprei um dos hospitais mais renomados de Milão. Ela era a dona do seu próprio hospital e, logo quando terminar a faculdade, poderá trabalhar e administrá-lo. Estava tão feliz por ela.
Vovô e vovó passaram o dia com as crianças, enquanto a Valentina chamou ela para ir ao salão. Liz nunca ia recusar e acabou saindo com ela.
A nossa mansão é decorada, enfeitada com bexigas e arranjos de flores, bolo, doces e muitas coisas gostosas para celebrar o aniversário dela. Amigos e amigas chegavam para a festa. Eu já estava arrumado com um smoking azul-marinho sob medida e esperava ela aparecer com um lindo buquê de rosas e orquídeas.
Nossos bebês já estavam arrumados. Já, já eles fariam aniversário também. O tempo estava passando rápido e os três cresciam muito depressa.
"Bryan, já estamos saindo."
A mensagem da Valentina chega me avisando que elas já estavam vindo, e meu coração acelera. Logo ela entraria por aquela porta e teria essa grande surpresa.
_ Senhor, chegaram.
Um dos meus homens se aproxima e fala, me avisando. Balanço a cabeça para ele, dando o comando para fazer o que havia ordenado.
As pessoas ficam em silêncio. Os bebês brincam e dava para ouvir a risadinha da Aline. Então a porta é aberta pela governanta Felipa, que abre a porta, e ela entra, parando na entrada, surpresa, sem acreditar no que via.
_ Meu Deus! _ ela diz, tímida, olhando para todos ali: avós, tios, primas, amigos, todos ali que eram os mais próximos de nós.
Ela olha para a Valentina.

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