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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 202

— Você é muito linda. Como pode gostar daquele meu irmão sem futuro? Eu serei o próximo xeique. Se quiser se casar comigo, posso fazer de você minha primeira esposa. Prometo lhe dar uma vida de princesa.

Alice entendeu o suficiente para perceber que ele estava dando em cima dela e falando mal de Zaid. Irritada, levantou-se e começou a caminhar de volta pelo caminho de onde havia vindo, deixando Zain falando sozinho.

— Volte aqui! — ordenou ele.

Ela nem sequer olhou para trás.

Mesmo cansada, Alice refez todo o caminho, tentando lembrar por onde Amira e Zahra haviam passado. Tinha certeza de que as duas a haviam deixado para trás de propósito, esperando que ela se perdesse naquele enorme palácio.

Quando já estava quase sem forças, viu Zaid se aproximando e respirou aliviada.

— Onde você estava? Procurei por toda parte. Amira disse que você saiu sozinha e as deixou para trás.

Alice o encarou seriamente.

— Você acredita mesmo nas palavras dela?

— Claro que não. Por isso estou perguntando a você.

— Elas me fizeram andar igual uma idiota pelo palácio inteiro. Depois me sentei porque estava muito cansada. Acho que era seu irmão... Ele veio falar comigo. Não entendi tudo, mas parecia estar falando mal de você e dando em cima de mim. Deixei-o falando sozinho e resolvi voltar pelo mesmo caminho.

Zaid cerrou a mandíbula, tomado pela raiva.

Conhecia muito bem o caráter de Amira e de seu irmão Zain.

— Me desculpe por eles.

Sem esperar resposta, aproximou-se e a pegou no colo.

— O que está fazendo? Alguém vai ver! — disse Alice, envergonhada, debatendo as pernas para que ele a colocasse no chão.

— Fique quieta. Vou levá-la aos meus aposentos.

— Zaid, você ficou louco? Um homem e uma mulher não devem ficar sozinhos. Não é assim que funciona aqui?

Ele sorriu.

— Alice, você não é árabe. Não precisa seguir todos os nossos costumes. Além disso, nós já morávamos juntos antes do casamento.

Alice ficou completamente vermelha.

Zaid a carregou pelos corredores do palácio. Os funcionários os observavam com reprovação. Algumas criadas olhavam para os dois como se estivessem vendo algo absurdo. Mesmo assim, Zaid não se intimidou.

Ao chegar aos seus aposentos, levou Alice diretamente para sua suíte. Colocou-a delicadamente sobre a cama e se ajoelhou diante dela para examinar seus pés.

— Por que não parou quando não aguentava mais? — perguntou, em tom de reprovação.

Ele retirou suas sandálias e viu diversas bolhas e feridas provocadas pelo atrito na pele delicada.

Levantou-se, buscou uma pequena maleta e voltou logo em seguida. Tirou um frasco de antisséptico, algodão e começou a limpar cuidadosamente os machucados.

— Pode arder um pouquinho.

Alice o observava surpresa. Ele não parecia o tipo de homem que se ajoelharia para cuidar de um simples machucado em seus pés.

— Obrigada... — disse, envergonhada.

Zaid sorriu enquanto terminava de passar a pomada.

— Logo vai melhorar. Não faça mais isso. Precisamos treinar meu idioma. Não quero que você fique sem entender o que acontece ao seu redor.

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