Alice abriu os olhos e viu Zaid tão próximo que seu coração começou a acelerar. Ela não sabia o que fazer, nem como reagir. A única coisa que conseguiu dizer foi:
— Não foi você... Eu já devia ter acordado — respondeu, envergonhada por tê-lo tão perto.
Zaid sorriu.
— Se arrume. Logo será servido o jantar. Não devemos nos atrasar.
Ele saiu do quarto, deixando Alice mais aliviada por se ver sozinha novamente. Ela se levantou, foi até o banheiro e tomou um banho. Quando saiu, enrolada na toalha, viu algumas roupas sobre a cama, deixadas especialmente para ela.
Alice se aproximou e as observou. O vestido árabe servia perfeitamente. Era de um delicado tom de azul-celeste, acompanhado por um lenço da mesma cor.
Enquanto ela se arrumava, Zaid a esperava do lado de fora, andando de um lado para o outro. Ele sempre fora um homem frio e controlado, mas, naquele dia, sentia-se estranho. Era como se, ao lado dela, perdesse todo o controle.
Enquanto Alice dormia, ele havia pedido a um de seus funcionários que providenciasse roupas para ela. Uma das senhoras responsáveis pelos seus aposentos levou as peças e as deixou sobre a cama para que ela pudesse se vestir.
Zaid olhava para o celular a todo instante, impaciente. Porém, quando a porta se abriu, seus pensamentos desapareceram.
Lá estava ela.
Usando aquele vestido azul-celeste, com o lenço delicadamente sobre os cabelos. Ainda assim, alguns fios dourados escapavam e caíam por suas costas.
Ela era linda.
Mas ele sabia que Alice só estava ali porque havia sido obrigada.
— Vamos? — ela disse, saindo do quarto.
— Ah... sim. Vamos. — Zaid voltou à realidade, afastando aqueles pensamentos.
Enquanto caminhavam pelos corredores do palácio, ele perguntou:
— O que acha das roupas do meu país?
— Até gosto dessas vestimentas. A única coisa que ainda me incomoda é o véu.
— Você não precisa usá-lo se não quiser.
Alice o olhou surpresa.
— Não é obrigatório?
— Bom... para muitas mulheres daqui, sim. Principalmente nas ruas ou em eventos públicos. Mas, dentro de casa, não é necessário.
Zaid tentava deixá-la mais à vontade, pois se sentia culpado por ela estar ali.
— Entendi. Obrigada por me explicar. É bom saber que posso deixar meus cabelos livres dentro do palácio.
Ele a observou com curiosidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira