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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 215

Alice dormiu muito mal. Estava naquela casa se sentindo entediada, já que nem com seu celular podia ficar. Nunca imaginou que seria privada de seus próprios bens materiais e dizia para si mesma que, na primeira oportunidade em que saísse daquele país, fugiria para a Itália.

— Já está pronta, senhora? O senhor me pediu para vir conferir se a senhora já está pronta. — disse a criada, entrando em seus aposentos.

— Diga a ele que demorarei mais alguns minutos. — respondeu, mentindo, querendo deixá-lo esperando de raiva.

Mas, logo que a criada saiu, não demorou muito para Zaid aparecer, entrando no quarto.

— Ainda não está pronta? Não posso me atrasar, tenho uma reunião daqui a pouco. — disse irritado, aproximando-se dela.

— Então vá sozinho. Aproveite sua viagem e seu trabalho. — respondeu friamente.

— Você gosta mesmo de me provocar. Cadê suas coisas? O que falta? Eu te ajudo.

— Não é necessário. Já terminei. — disse, pegando sua mala e passando por ele.

Mas, antes que conseguisse passar, Zaid a puxou e a pressionou contra a parede.

— Por que está tão grossa comigo desde ontem? Você me ignora e me trata friamente.

— Ainda pergunta o porquê? Fui obrigada a casar com você. Estou sendo mantida nesse lugar horrível e, ainda por cima, estou sendo privada das minhas coisas, do meu celular... Como se fosse uma prisioneira. — disse, com os olhos cheios de lágrimas.

Zaid a olhou e sentiu culpa. Sabia que estava sendo frio demais com ela e que o que fazia era errado. Mas a rejeição dela o irritava profundamente. Em sua cabeça, ela já havia saído com outros homens, mas com ele simplesmente o afastava.

— Prometo entregar o seu celular quando chegarmos ao outro país. — disse, olhando profundamente em seus olhos, tão perto que conseguia ouvir sua respiração acelerada.

Logo depois, afastou-se.

— Devemos ir.

Ele segurou sua mão e a conduziu pelos corredores até o carro. Abriu a porta para que ela entrasse e, em seguida, sentou-se ao lado dela.

Durante todo o trajeto, nenhum dos dois voltou a falar.

Alice observava a paisagem pela janela.

Logo chegaram ao aeroporto e embarcaram no jatinho particular.

— Pode ir descansar, se quiser. Tem uma suíte aqui. — disse Zaid, apontando o caminho.

Nesse momento, uma aeromoça se aproximou e falou em árabe.

— Precisa de alguma ajuda, senhor?

Alice olhou para a jovem. Ela era muito bonita e não usava véu. Seus cabelos negros estavam presos em um rabo de cavalo, e Alice sentiu uma enorme saudade de poder usar os seus daquela forma.

— Obrigado, mas por enquanto não preciso. — respondeu Zaid.

Alice sentiu um certo incômodo ao vê-lo conversando com a aeromoça, mas preferiu ignorar. Caminhou até a suíte, entrou e observou a grande cama. Em seguida, deitou-se.

Pouco depois, ouviu batidas na porta.

— Posso entrar? — perguntou Zaid, abrindo a porta apenas um pouco.

— Mudaria alguma coisa se eu dissesse que não? — respondeu ela, ainda deitada.

— Não. Mas, se fosse um pouco mais educada, talvez ajudasse nós dois a nos darmos melhor, não acha?

— Não.

Zaid respirou fundo, irritado, observando a garota deitada, ignorando completamente sua presença.

Então estendeu a mão.

— Pegue.

Era o celular dela.

Alice o pegou ansiosa para ver as mensagens e saber como estavam suas amigas.

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