Alice acorda em seu novo quarto. Eles já estavam no outro palácio, localizado no centro, longe das intrigas e de todas aquelas esposas do xeique.
Naid estava em um quarto ao lado do dela, e os funcionários haviam sido selecionados por Zaid com todo cuidado, para que não houvesse nenhum infiltrado que desejasse fazer mal à sua mãe ou até mesmo a eles.
Alice se levanta e toma seu banho, já que Zaid havia saído. Depois, veste uma roupa comportada, prende os cabelos e sai para ver se Naid precisava de ajuda.
Mas ela já estava muito melhor, quase completamente recuperada. Não usava mais gesso na perna, e os machucados já haviam cicatrizado.
Alice caminha pelo imenso corredor, quando uma das empregadas para para cumprimentá-la.
— Bom dia, senhora.
— Bom dia. E a senhora Naid, já se levantou?
— Ah, sim. Ela já se levantou e foi para a cozinha ajudar a cozinheira a preparar o café.
— Entendo. Obrigada. Vou até ela.
Alice caminha até a cozinha e encontra Naid indo de um lado para o outro, ajudando as funcionárias.
— Mas a senhora já está aqui? — Alice pergunta, surpresa.
Naid e as funcionárias olham para ela.
— Bom dia, minha filha.
— Bom dia.
— Venha, sente-se. Hoje preparei uns bolinhos enrolados. Venha provar, são uma delícia.
Alice sorri, sentando-se e pegando um dos bolinhos.
Assim que prova, fica encantada. Realmente estava delicioso.
As duas se sentam e começam a tomar o café juntas.
A manhã passa rapidamente. Naid estava muito melhor, e Alice ficava feliz em vê-la recuperada.
Então, Alice decide visitar as lojas e a fábrica, já que havia aberto mais uma franquia de sua marca. Em breve, também teria que organizar um evento para anunciar seus novos lançamentos.
Até então, Alice só tinha contato com as lojas por meio de Rafaela, que gerenciava tudo. Cada loja tinha uma gerente, e a unidade do centro era a maior de todas.
O senhor Omar para o carro bem em frente à loja.
Alice desce e observa a fachada, que estava simplesmente divina.
Ela entra na loja como se fosse apenas uma cliente, já que ninguém ali a conhecia, com exceção de Rafaela.
— Seja bem-vinda.
Uma funcionária logo aparece para atendê-la, sorrindo.
Alice sorri e a cumprimenta.
— Oi. Gostaria de ver os novos lançamentos da Aliya fashion
Ela fala curiosa, querendo descobrir como era o atendimento da própria loja.
Nesse momento, chegam mais pessoas.
Três mulheres muito bem vestidas entram acompanhadas de um homem. Alice olha para o senhor, que estava acompanhado pelas três esposas, e observa a situação com curiosidade.
— Olá. Quem vai me atender? Quero vestidos para minhas três esposas — ele diz.
As duas vendedoras sorriem.
— Claro, senhor. Vou pegar alguns dos que acabaram de chegar.
Uma delas sai rapidamente em direção ao estoque.
Alice fica ali parada, pois as duas vendedoras acabam deixando-a de lado para atender às esposas do senhor.
O velho, então, olha para Alice e passa a encará-la.
Seus olhos percorrem sua aparência, aparentemente satisfeito com sua delicadeza. Os olhos de Alice eram únicos e diferentes dali. Chamavam muita atenção, principalmente porque ela era estrangeira, mesmo estando vestida de acordo com os costumes locais.
— Olá, senhorita. Está desacompanhada?
Alice o olha seriamente.
Ela se pergunta como aquele homem ainda tinha coragem de abordá-la. Já não bastavam as três belas esposas? Ainda queria mais uma?
Ela acaba rindo da situação.
— O que tem de eu estar desacompanhada, senhor? É proibido?
O velho a olha com raiva.
Nunca havia visto uma menina com a língua tão afiada. Chega a pensar que, se ela fosse sua esposa, teria apanhado ali mesmo.
— Não. Mas uma garota como você sozinha é perigoso, não acha?
— Não acho. O xeique cuida muito bem do país, não acha?
Ele a olha ainda mais irritado.
Alice havia feito com que ele engolisse as próprias palavras, como se estivesse acusando-o de reclamar da segurança do xeique.
— Quem você acha que é para falar assim comigo? Vou lhe dar uma lição, garota rebelde. Seus pais não lhe deram educação?
A atendente percebe a situação e se aproxima para tentar tranquilizar o homem.

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