Zaid havia recebido uma mensagem de Rafaela dizendo que sua esposa estava na loja e que um senhor havia tentado desrespeitá-la. Ele deixou tudo o que estava fazendo e foi direto para a loja, mas, quando chegou, Alice já havia ido embora.
O senhor Omar chegou logo depois e disse que não a havia levado. Então, Zaid ligou para sua mãe, mas ela também não tinha chegado ao palácio. Ele caminhou pelas proximidades e viu um restaurante. Decidiu entrar para saber se Alice havia passado por ali.
— Bom dia, príncipe Zaid. O que posso fazer pelo senhor?
— Bom dia. Só vou dar uma olhada.
Ele entrou e logo a viu sentada no canto. Seu corpo relaxou imediatamente ao vê-la bem.
Zaid caminhou até ela, com os olhos fixos em seu rosto. Quando Alice o viu, seus olhos demonstraram surpresa.
— Então, te achei, Ali.
— Andou me procurando? — ela pergunta, rindo.
— Fui até a loja, mas você não estava mais lá. Soube que um senhor a desrespeitou. Deseja que eu me vingue dele?
Ela quase se engasgou, tossindo de susto.
— Claro que não! Não é necessário. Ele já foi expulso e não entrará mais lá. Não é necessário fazer mais nada, Zaid.
Ele se sentou, e o garçom se aproximou. Zaid pediu o mesmo prato que Alice.
— Entendo. Tudo bem, então. Mas sabe que sempre pode pedir ajuda para mim, não é? Não se coloque em risco, Ali. Os homens daqui podem ser maldosos. Eles não gostam que as mulheres os repreendam.
— Então acha que fiz errado em expulsar aquele senhor?
— Não, claro que não, Ali. Você não fez nada errado. Fez certo. Só não quero que se coloque em perigo. Deve ficar com alguns dos seguranças e chamar o senhor Omar sempre que precisar.
Ela olhou para ele. Sabia que Zaid só estava preocupado, mas também sabia se cuidar. Não deixaria nenhum daqueles homens achar que mandava nela.
Os dois terminaram de comer. Zaid pagou a conta, e então foram para o palácio. A senhora Naid os recebeu feliz.
— Que bom que chegaram! Vocês já almoçaram?
— Já, sim, mãe. Acabamos de almoçar.
— Está bem, filho. E como foi com seu pai sobre o divórcio? Ele assinou?
Zaid olhou para ela sério, lembrando-se do que havia acontecido. Ele havia entrado no escritório do pai e entregado os documentos do divórcio. O xeique surtou, começou a gritar, perguntando o que aquilo significava. Disse que nunca daria o divórcio a ela e que, se quisesse, poderia matá-la.
Zaid não sabia mais o que fazer para proteger sua mãe. A única opção seria mandá-la para a Itália junto com Alice. Seu pai não desconfiaria, já que ela ficaria ao lado da nora.
— Ele não assinou. Disse que nunca vai assinar e que a senhora morrerá sem ficar livre dele.
Alice segurou a mão da senhora Naid, dando-lhe apoio.
— Eu já imaginava, filho. Seu pai não se divorciaria. Ele não abriria mão de me torturar.
Alice olhou para ela com pena, imaginando tudo o que ela já havia passado nas mãos dele e das outras esposas, principalmente de Amira.

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