Alice estava deitada depois de ter tomado banho e vestido uma de suas camisolas que havia trazido da Itália. Zaid também estava deitado, ainda olhando para o celular. Desde que ela havia se deitado, ele não havia dito mais nenhuma palavra sobre os dois.
Então, ela preferiu esquecer, já que era isso que ele queria. Alice também queria voltar e agora finalmente conseguiria retornar à vida que tinha antes.
Ela se virou e fechou os olhos para tentar dormir, já que se sentia muito cansada.
— Ali.
Ela sentiu a mão dele envolver toda a sua cintura e puxá-la para perto. Alice levou até um susto quando foi puxada.
— Ali, vamos aproveitar o tempo que temos aqui — ele diz, puxando o seu corpo contra o dele.
Seus lábios encostaram em seu pescoço, deixando-a toda arrepiada.
— Zaid... — ela diz, trêmula com aqueles beijos em seu pescoço.
A sensação dele atrás dela, forçando-a contra seu corpo, fez com que percebesse o quanto ele estava excitado, e aquilo acendeu um desejo enlouquecedor.
— Quero você. Quero você agora, Ali — ele diz, enquanto sua mão desce por ela, provocando-a como nunca.
— Zaid... você mesmo disse que vai me deixar. Por que está fazendo isso comigo? — ela diz, chateada por não conseguir dominar o próprio corpo.
— Porque eu te desejo. Desejo tanto. Acha mesmo que eu queria deixá-la ir? Isso nunca passou pela minha cabeça, mas terei que fazer. Não posso arriscar e deixá-la aqui, correndo risco. Você sabe por que eu tive essa ideia de obrigar sua irmã a assinar esse contrato?
Alice fica paralisada, com medo do que iria descobrir.
— Minha mãe estava sendo mantida presa pelo meu pai. Acredita? Ela estava em um lugar sozinha, não sabia nem se comia alguma coisa, se a Amira a torturava, só porque ele queria que eu me casasse. Me casar para ele ganhar mais aliados.
— Meu Deus... ele mantinha sua mãe presa? Que monstro.
— Por isso não tive escolha. Não queria me casar com ninguém daqui. Não queria compromisso. Sabia que, se fosse uma estrangeira, seria muito mais fácil de resolver. Então, sua irmã apareceu, fez aquela burrada. Mesmo assim, eu a testei, e ela caiu e assinou. Sabia que algo assim como um contrato seria muito mais fácil. Do mesmo jeito que começamos, poderíamos acabar e pronto. Diferente das mulheres daqui, separação para elas é algo vergonhoso. Eu sei que minha mãe está lutando. Ela só vai fazer isso por causa de mim, eu sei.
Alice escuta as palavras com atenção, mas aquela verdade não estava fazendo bem, já que havia descoberto que ele só se casou com ela, ou casaria com sua irmã, porque seria muito mais fácil de se separar.
Aquilo deixou seu coração apertado, como se uma estaca estivesse sendo enfiada nele. Uma dor que ela jamais poderia imaginar sentir. Mesmo ele ali, agarrado a ela, seu corpo sentia o abandono.
— Ali, você me culpa por ter te obrigado a se casar comigo?
— Sim... Culpo, já que não ia te conhecer. Não estaria aqui agora. Seguiria minha vida como sempre fiz, teria minhas lojas...
Ela para por um momento e pensa. Em sua mente, uma verdade dolorosa surge:
Não te amaria.
Ela pensa, enquanto as lágrimas correm por seu rosto.
— Sinto muito por ter feito você sofrer, Ali. Eu juro que sinto muito — ele diz, beijando seus cabelos.
Mas ela se afasta, mantendo distância dele.

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