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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 51

Bryan

Passo na mansão Bellucci para buscar Liz. Minha mãe aparece assim que piso lá.

— Filho, graças a Deus! Por que não atende minhas ligações? Por que está fazendo birra? Não vou mais me meter em seu casamento, satisfeito? — ela começa a brigar comigo, chateada por eu não atendê-la ou voltar para casa nesses dois dias.

— Mamma, não quis ignorar suas ligações. Realmente, esses dias tive que resolver algumas coisas antes de voltar, por isso não vi as ligações.

— Achei que nunca mais falaria comigo — diz, magoada.

Então vou até ela e a abraço.

— Nunca ficaria sem falar com a senhora, Mamma. Tire isso da sua cabecinha — falo beijando sua testa com carinho. Ela era a pessoa mais importante da minha vida.

— Meu menino, você se tornou um homem. Às vezes acho que vocês ainda são meus menininhos, que chegavam machucados com o treinamento, e eu ficava brava com seu pai por ele sempre ser tão duro com vocês — disse emocionada, me abraçando.

— A senhora sempre fez de tudo por nós, Mamma. Prometo que não demorarei tanto para vir visitá-la.

— Se demorar, juro que vou ter que ir visitá-lo — ela diz, fingindo estar brava. — Já se despediu do seu pai e do Breno?

— Acabei de passar pelo Breno. E o papà... acredito que esteja me evitando. Bom, já liberei para ele casar o Breno com a Chiara. Acho que os dois darão um casal perfeito — sorrio pensando nos dois juntos.

Ela ri, sabendo como Breno trocava de mulher como troca de roupa.

Liz aparece entrando na sala com aquela carinha tímida. Seus olhos me olham. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo. Ela usava um conjunto de moletom e um sobretudo preto.

— Já estava indo chamá-la — digo, sorrindo ao vê-la.

— Querida, vamos sentir sua falta também — minha mãe diz com sinceridade.

— Obrigada por tudo. Gostei muito daqui. O pouquinho que conheci desse lugar foi maravilhoso.

— Que pena que não tivemos tempo de sair. Quem sabe, na próxima vez, poderemos ir a alguns lugares — minha mãe diz, indo abraçá-la.

— Obrigada, senhora Carol.

— Vamos?

Ela balança a cabeça.

Me despeço da minha mãe, vou até meus avós e também me despeço deles. Liz se despede deles também e vamos para o aeroporto em silêncio.

Ela observava a paisagem pela janela, enquanto eu aproveitava para enviar alguns e-mails importantes para clientes.

Meus seguranças param logo à frente, posicionando-se para garantir nossa segurança. Um deles espera o carro parar e abre a porta para eu descer.

— Chefe, já está tudo pronto para a viagem.

— Obrigado, Maicon — digo saindo do carro.

Vou até a porta do carro e a abro para Liz. Dou a mão para ajudá-la a descer. Ela fica surpresa, e aceita, segurando minha mão. Dois seguranças trazem minhas bagagens junto com as dela enquanto entramos no avião.

— Bem-vindo, senhor Bryan — meu piloto cumprimenta. — Bem-vinda, senhora.

— Obrigado, Marcos.

Entro enquanto ele vai se preparar para decolagem com seu copiloto.

— Olá, senhor Bellucci. Gostaria de beber algo? — a aeromoça pergunta, aproximando-se. Pelo jeito tinham trocado os funcionários sem me consultar antes.

— Não — respondo, virando-me e indo para o quarto privado, onde não seria incomodado até desembarcar no Brasil.

Liz já havia se acomodado em uma poltrona. Paro à sua frente, curioso para saber por que ela estava tão distante.

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