Bryan
Estou em uma reunião quando meu celular de emergência toca.
— Desculpem, podem continuar. Já retorno. — digo, saindo da sala enquanto Henrique continua falando.
Atendo imediatamente.
— Fale!
— Senhor… a garota saiu. O Alfredo retornou, mas ela não voltou com ele.
Essas palavras me deixam furioso. Como podem deixá-la sozinha em uma cidade grande como essa?
— Como deixaram isso acontecer? — pergunto, com raiva.
— O Alfredo a acompanhou, então acabamos não indo com eles. Peço desculpas, senhor — o segurança responde, nervoso.
— Seus incompetentes! Se alguma coisa acontecer com ela, juro que vocês estão mortos! — ameaço, socando a mesa da pequena sala.
— Está tudo bem, senhor Bryan?
Juliana minha secretária entra preocupada, assustada com o barulho que acabei de fazer.
— Está sim.
— Precisa de algo?
— não, Juliana.
Ela sai, e imediatamente ligo para Liz.
O telefone toca… toca… mas ela não atende, o que só aumenta minha irritação.
Ligo então para Kleber, responsável pela segurança, para saber se já conseguiram localizá-la.
— Oi, Kleber. Já encontrou a Liz?
— Já ia ligar para o senhor. Ela está agora em uma cafeteria. O cartão dela foi usado em uma papelaria e em algumas lojas de roupas.
Franzo a testa.
— Ela não está satisfeita com as roupas que comprei para ela? — digo, um pouco chateado por saber que preferiu escolher outras.
— Senhor… parece que ela foi entregar alguns currículos.
— Entregar currículos? Mas para quê?
As palavras saem da minha boca carregadas de irritação.
— Ela disse à Elisa que pretende trabalhar. Não gosta de ficar em casa sem fazer nada.
Fico em silêncio por alguns segundos, pensando nisso.
— Entendo… mande alguns homens ficarem com ela. Não a percam de vista.
Desligo, refletindo sobre o que Kleber havia dito.

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