Liz
Chego em casa depois de um dia muito agitado. Entro animada por finalmente ter conhecido um pouco daquele lugar.
Havia muitas lojas, restaurantes, lanchonetes, além do shopping enorme onde entreguei meus currículos nas lojas. Fiquei completamente perdida ali dentro, era tão grande.
Subo com as sacolas das coisas que comprei pensando em Bryan, já que tinha usado o cartão que ele me deu.
Arrumo tudo que comprei, tomo banho e visto uma das roupas novas: um conjunto de moletom bege que encontrei em uma das lojas que mais gostei. Além das roupas serem em conta, a qualidade era muito boa. A calça tinha servido certinho, e a blusa também. Não gostava muito de usar essas roupas de grife e, agora que pretendo trabalhar, não dava para ir com essas roupas caras.
Como alguém pode dar mais de mil reais em um simples vestido?
Fora as bolsas… tinha até de cinquenta mil aqui. Um absurdo esses valores.
Quando termino, desço para conversar um pouco com Elisa, já que havia sentido um cheirinho gostoso de bolo.
— Boa noite, senhorita Liz. Então, o que achou das lojas? — ela pergunta sorrindo.
— Nossa, muitas lojas! Não sabia por onde começar. Juro que fiquei até com medo de me perder… fora as lanchonetes. Minhas amigas amariam muito esse lugar.
— Que bom, fico feliz que gostou daqui. Mas o patrãozinho ficou muito bravo com a sua saída. Já falou com ele, querida?
Levo a mão à boca, assustada por ter esquecido de olhar o celular e por tê-lo deixado no silencioso.
Olho para ela pensativa. Ainda nem tinha mexido no celular.
Ele deve ter me ligado muito...
— Nossa, Elisa… esqueci de olhar o celular. Ele deve estar muito… bravo?
— Bom, o senhor Kleber ligou perguntando onde você estava. Parecia muito apressado em localizá-la.
— Será que ele brigou com o Alfredo por minha causa? Eu que pedi para ele voltar… queria entregar os currículos, não foi culpa dele.
Falo preocupada com o motorista.
— Ele deve querer saber que você está bem. Ele sempre foi muito controlador, por isso, querida, evite ficar sem o celular! — disse, me aconselhando.
— Se aconteceu alguma coisa com ele por minha causa? não vou me perdoar.
— Não se preocupe. Ele deve ter conversado com ele. Não pense muito nisso. Venha, sente-se aqui e coma um pedaço desse bolo delicioso que acabei de fazer.
Realmente, o cheirinho de bolo estava me matando.
— Quero mesmo um pedaço desse bolo, que cheirinho bom, Elisa! Mas antes vou pegar meu celular rapidinho e já volto.
Subo as escadas rapidamente para pegar o celular.
Assim que ligo, começo a olhar as notificações. Quando vejo, há diversas mensagens de Bryan e várias ligações.
“Aonde está você?”
“Liz! Cadê você? Atenda o maldito celular.”
“Juro que vou puni-la se continuar me ignorando.”
Paro de ler as mensagens, vendo o quanto ele estava bravo comigo.
Mas por que ele ainda não voltou? — me pergunto.
Tiro o celular do silencioso e desço para comer um pedaço de bolo da senhora Elisa.
Mais tarde, já no quarto, deitada olhando o celular, envio uma mensagem para ele.
“Oi! Me desculpa. Juro que não atendi porque não vi. Como tinha avisado que fui entregar currículos, acabei me empolgando com tudo… as lojas, tudo lá. Você ainda está bravo comigo?”
Ele nem visualizou, aumentando a minha ansiedade em saber como ele estava.
Já fazia horas que eu tinha enviado.
Viro-me chateada na cama, já que deve estar com tanta raiva que nem quer falar comigo. Ou talvez esteja se divertindo com aquela modelo.
De repente, a porta se abre.
Meus olhos encontram os dele.
Aqueles olhos frios, poderosos... que com apenas um olhar já arrepiavam todo o meu corpo.
Meu coração acelera, me fazendo engolir em seco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira