Bryan
Essa garota me desafia de um jeito que me enlouquece, me deixando sem controle e sem saber o que fazer.
— Por que gosta de me desafiar, garota?
— Não sou seu brinquedo, Bryan, alguém que você controla do jeito que deseja.
Olho para ela com raiva. Quem pensava que era para me desafiar assim?
Me aproximo dela, jogando-a na cama. Prendo-a, segurando suas mãos, e olhando em seus olhos que me desafiavam.
— Garota! Garota, não me provoque... — seguro em seu queixo, apertando um pouco.
— Me solta! Não foi você que falou que não usava a força? Seu mentiroso! — ela grita em minha cara.
— Ok! Não vou forçá-la a nada.
A liberto. Ela corre para a porta, me evitando, e sorrio. Parecia mais uma gatinha acuada correndo do lobo mau.
— Descanse, não quero brigar com você.
— Não quero descansar. Se me chamarem para trabalhar, eu vou, e você não vai me impedir!
Sorrio para ela...
— Descanse, Liz. Depois conversamos.
Saio batendo a porta. Se continuasse ali, ia acabar fazendo algo que não deveria.
Na manhã seguinte, ligo para Juliana. Queria saber se o que tinha pedido já havia sido providenciado. Aquela garota não se sossegaria enquanto não arrumasse um trabalho, então eu arrumaria um trabalho para ela.
— Fale, Juliana?
— Senhor, já providenciei tudo. Mandei um e-mail para ela, convidando para uma entrevista em um de seus hotéis. Ela entregou o currículo para assistente geral. Deseja que eu a coloque em qual cargo, senhor?
— Pode deixá-la começar de baixo, não tem problema. Ela não quer trabalhar? Então deixe.
— Ok.
Juliana
Quem é essa garota? Por que Bryan está ajudando?
Preciso descobrir logo quem é essa mulher. Não posso deixar que se aproxime dele, não mesmo...
Bryan
Desligo o celular. Já havia me arrumado para sair. Desço direto para a sala.
— Bom dia, senhor — Elisa me cumprimenta logo quando me vê.
— Bom dia, Elisa. A Liz já acordou?
— Ainda não, senhor.
— Tudo bem, deixe descansar então.
— O senhor não vai tomar café?
— Não, Elisa. Vou tomar na empresa mesmo. Já mandei a Juliana providenciar o café para mim.
— Tá bom, senhor. Bom trabalho.
— Obrigado.
Me despeço e saio.
Chego na empresa, subo pelo elevador privativo e passo pelos corredores até chegar no meu escritório.
— Bom dia, senhor — Juliana me cumprimenta.
— Bom dia.
Entro no meu escritório e vejo os papéis em cima da minha mesa, alguns ainda para serem revisados e assinados. Aperto o botão do controle na mesa, e uma grande cortina se abre, revelando a enorme janela e a cidade lá fora — prédios e mais prédios.
— Bryan...
Henrique entra sem bater, chamando minha atenção.
— Fale.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira