Entrar Via

O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 57

Liz

Hoje, depois de acordar e fazer minhas necessidades, abro meu e-mail com esperança de ter recebido alguma proposta de trabalho, já que não tive nenhuma ligação até o momento.

Será que meu currículo está tão ruim assim? Me pergunto chateada. Já era quase dez da manhã. Abro e começo a procurar por e-mails recebidos.

Bello Grande Palace

Olá,

Meu nome é Juliana Carvalho e estou entrando em contato para saber se você teria interesse em trabalhar conosco.

Estamos procurando uma pessoa para a função de camareira. Gostaríamos de conversar com você sobre essa oportunidade, explicar melhor o trabalho e as condições.

Vi que você entregou seu currículo em uma de nossas redes. Se tiver interesse, por favor responda a este e-mail ou entre em contato pelo telefone deixado embaixo, para que possamos marcar uma conversa.

Aguardo seu retorno.

Atenciosamente,

Juliana Carvalho

Leio o e-mail animada. Uma empresa entrou em contato. Estava tão feliz. Tinha experiência na limpeza e organização dos quartos, com certeza conseguiria passar na entrevista. Respondo para eles e envio. Um minuto depois eles me ligam.

— Bom dia! Falo com a senhora Liz Gonçalves? — uma mulher fala do outro lado da linha.

— Bom dia! Sim, é ela mesma — respondo de imediato.

— Prazer, senhora Liz. Recebemos sua resposta aqui. Poderia vir hoje mesmo para uma entrevista?

— Sim, claro...

Estava tão animada que até esqueci que Bryan poderia não me deixar sair.

— Então combinado. Já enviei o endereço. Estamos esperando você.

Olho o endereço depois que a mulher do outro lado desliga. Não havia horário específico, mas como ela havia falado que estava me esperando, acho melhor me arrumar, tomar café e ir.

Tomo banho rapidamente. Escolho uma calça preta das roupas que tinha comprado, uma blusa básica branca. Faço uma leve maquiagem, prendo meus cabelos longos em um rabo de cavalo, uso um dos perfumes que Bryan comprou e desço.

— Bom dia, Liz! — diz Elisa ao me ver. — Vai sair? — pergunta, vendo que estou arrumada e com a bolsa do lado.

— Bom dia, Elisa! Acredita? Acabaram de me ligar para uma entrevista. Estou tão animada! Entreguei tantos currículos, estava com medo de não ser chamada.

— Claro que seria. Você ainda é nova, criança. Vai ter muitas oportunidades, você vai ver.

Me sento, me servindo do café e pegando algumas bolachas.

— Elisa, meu sonho era fazer faculdade... — paro e lembro de tudo que passei, o quanto tinha estudado para passar na federal e aquela mulher fez de tudo para que eu não entrasse, já que sua querida filha não conseguiu passar.

— Filha, ainda terá chances. Você só está começando a vida — ela diz confiante, olhando para mim.

— Juro que é o que mais quero. Preciso mostrar para minha mãe que, mesmo sem ela, eu estava bem, que ela poderia descansar em paz lá no céu.

Uma lágrima escorre dos meus olhos e ela vem me abraçar.

— Ela já está feliz, filha, isso eu garanto. Só em saber que a filha dela se tornou essa linda menina, ela deve estar muito feliz...

Não resisto e choro. A dor de tudo que já passei, de tudo que vivi naquela casa, passa pela minha cabeça.

— Não chore, criança... você é muito especial. Isso percebi desde o dia que Bryan mandou arrumar um quarto para você. Não se preocupe, ele pode ser duro, mas você é especial para ele, disso tenho certeza.

Ela me abraçava e me consolava com palavras de carinho, mas quando fala de Bryan fico ainda mais triste. Ela nem imaginaria por que eu estava ali. Ele tinha me comprado, comprado em um leilão. Eu estava em um lugar horrível. Ele não teria nada sério comigo...

— Obrigada, Elisa. Gosto muito de você — digo já me acalmando. — Pode deixar que vou me esforçar muito para um dia ser alguém na vida.

Vou mostrar para aquele senhor que dizia ser meu pai que posso conseguir tudo que eu quiser com o meu próprio esforço.

— Isso aí, criança. Você vai conseguir tudo que deseja — diz sorrindo, me dando força para lutar pelos meus sonhos.

Depois que tomei café e me acalmei, retoco a maquiagem para esconder que havia chorado e saio. Lá embaixo, na portaria, dois seguranças me barram.

— Bom dia, senhora. O chefe pediu para cuidar da sua segurança — um deles fala.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira