Liz
A hora passou muito rápido. Bryan me ligou várias vezes, e eu não quis atendê-lo — fiz questão de ignorá-lo.
Entrego o presente da Geovana, e ela amou tanto que disse que ia usar hoje mesmo. O vestido parecia ter sido feito especialmente para ela. A Amanda também tinha adorado o relógio que dei. Eu estava bem com o look que tinha escolhido: um vestidinho de seda preto que revelava minhas curvas. Meus cabelos já estavam secos, lisos e soltos. Nós duas nos maquiamos e já estávamos prontas para sair quando Amanda liga avisando que já estava lá com alguns convidados da Ge — amigos e amigas que estudaram com a gente, além de primas e primos dela.
— Vamos — ela diz, se olhando no espelho.
— Você está linda, mas também é seu dia, tem que estar maravilhosa, kkk.
Ela ri comigo também. Nos despedimos de sua mãe, que nos alerta a chegar cedo em casa.
— Pode deixar, mamãe. Beijos, te amo — Geovana fala, se despedindo da mãe.
— Fique com Deus, senhora Francisca. Foi um prazer vê-la de novo — digo, abraçando-a, e ela me abraça com força também.
— Sabe que sempre pode contar conosco, criança. Já falei para a Geovana: quando precisar, estamos aqui.
Meus olhos se enchem de lágrimas.
— Obrigada — digo, abraçando-a com força. — Amo muito vocês.
Nos despedimos e saímos, caminhando em direção ao carro.
— Que chique, Liz, motorista particular — ela diz, olhando o carrão parado em frente à sua casa, com o Xavier nos esperando. Ele desce e abre a porta para nós.
Entramos e nos acomodamos lá dentro.
— Boa tarde, senhoritas. Para onde devo levá-las? — Xavier fala, olhando para nós pelo espelho.
— É um clube que abriu agora, se chama Belcasino — Geovana fala, e ele balança a cabeça como se já conhecesse o lugar.
— Ok.
Chegamos muito rápido. O lugar era grande e dava para ver que era novo — não tinha nada ali antes, que eu me lembrasse. Era um bar com estilo de cassino, cheio de luzes de neon, música alta e mesas de jogos. Tinha várias salas reservadas para karaokê, com palco e telão, onde a galera cantava e se divertia. Sofás espalhados, drinks coloridos com e sem álcool… um clima animado, perfeito para jovens curtirem sem regras. Olho para Geovana, surpresa.
— Esse lugar é novo?
— Ah, sim. Tem um mês que abriu. Vim aqui outras vezes e amei. Isso que eu ia te contar: estou ficando com o gerente daqui — ela diz, rindo.
— Não acredito! Você não contou isso para mim — reclamo, fazendo drama.
— Ah, não quis esconder… é que você estava longe. E não sei se vai durar, sabe? Mas ele é um gatinho. Hoje te apresento — ela diz animada.
— Hum… só quero ver, kkk.
— Senhora, que horas podemos buscá-la?
— Bom, não sei, mas acredito que lá para 2 da manhã.
Ele faz uma expressão séria. Eu queria me vingar do Bryan — ele tinha passado a noite na rua, e eu ia fazer o mesmo com ele.
— Ok, senhora.
Descemos. Logo vejo dois seguranças nos seguindo até a entrada e fecho a cara — só faltava essa agora, eles quererem entrar também na sala.
Entramos, e logo uma atendente vem. Geovana fala da reserva, então ela nos leva até a sala. O segurança do Bryan vem atrás, nos seguindo.
Então eu paro e olho para eles, séria.

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