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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 89

Bryan

Me levanto cedo. Acabei me enrolando ontem. Fui fazer uma visitinha ao chefe do Covil dos Dragões, Carlos. Quando me viu, ele tremeu inteiro ao saber quem eu era.

Tivemos um contratempo que me obrigou a ficar lá até tarde. Descobrimos que uma jovem ainda estava nas mãos deles, e eles ameaçaram entregá-la em troca do chefe do Covil dos Dragões. Claro que nunca concordaria com isso.

Mesmo aquele velho naquele porão sujo, daquele jeito… ainda não era suficiente. O que ele fez com a vida de muitas mulheres e crianças não tinha perdão. Nem a morte seria suficiente para pagar por tudo.

Ficamos investigando até que meus homens rastrearam uma propriedade abandonada — um lugar sem registro na cidade. Invadimos.

Levou três horas até conseguirmos libertar as garotas e as crianças que estavam lá, e a garota chamada Carla, de 16 anos. Ela estava muito maltratada. Meus homens tiveram que sedá-la para levá-la à mansão, onde elas estão sendo abrigadas e tratadas com todo auxílio: médicos, psicólogos… tudo o que precisariam depois do que viveram ali.

Os criminosos matamos todos. Sem poupar nenhum deles. Mas o que mais me chocou foi descobrir que Melissa, filha de Carlos, estava envolvida. Ela foi levada e jogada junto com o próprio pai. Quando vi os dois ali implorando, senti uma satisfação fria.

E eu só ficaria satisfeito quando acabasse com o que restava da vida deles… a família, mandei avisar: quem permanecesse no país seria eliminado sem dó. Mãe, filhos e parentes… não pouparia ninguém se permanecessem em meu território.

Eu não costumo agir assim.

Mas por Liz… por ela, eu fiz. Deixei a família dele partir.

Quando cheguei em casa, ainda sujo, a vi adormecida. Tão inocente, tão delicada… que não ousei tocá-la.

Tomei banho e dormi também.

Acordei muito cedo e fui resolver outras coisas. Mas, antes disso, pedi que levassem o café para ela e deixei um recado no celular dela.

O dia foi para resolver tudo. Mesmo com meus homens cuidando, e o Kleber, ainda havia muitas coisas a fazer, inclusive a lista de todos os envolvidos — poderosos que contribuíam com eles, até na política.

O prefeito acabou sendo alertado pela minha entrada na cidade e exigiu um encontro comigo. Então não tive outra alternativa. Marquei uma reunião com ele no bar Belcasino, um dos meus novos investimentos na cidade. Precisava implantar algo para, mais tarde, poder vigiar melhor o que acontecia por aqui.

Estava na minha sala no clube quando o prefeito chegou, acompanhado de três lindas loiras. Mas uma eu conhecia muito bem.

A irmã da Liz.

E me perguntava o que ela fazia naquele lugar, acompanhada do prefeito Leonardo.

— Boa noite! — ele entra, se aproximando e olhando para mim.

Me levanto e o cumprimento. Mesmo não tendo nenhum medo dele, não queria complicar as coisas, nem envolver mais pessoas nessa briga.

Sabia que, se fizesse algo que a máfia não aprovasse, levariam isso para a reunião. E esse combate tinha um pouco de particularidade minha — acabei me envolvendo para salvar as amigas da Liz e vingá-la.

— Boa noite, senhor Lopes — digo, cumprimentando-o.

Sinto as garotas me olharem com admiração. Seus olhos brilhavam ao me analisar, e eu tinha certeza de que ele as trouxe para brincar um pouco.

— Pode me chamar só de Leonardo, senhor Bellucci — ele diz, sorrindo.

— Claro, como quiser, Leonardo. E também me chame de Bryan, ok? Sente-se — digo, apontando para as poltronas.

Olho para Pedro, gerente do local.

— Pedro, mande servi-los.

Ele logo chama os funcionários, que começam a atendê-los.

— Meninas, tratem bem o senhor Bryan — Leonardo ordena.

As garotas se levantam e vêm até mim. A irmã da Liz se aproxima e toca no meu ombro, insinuando-se. Eu pego sua mão com nojo e a solto com força, fazendo-a reclamar de dor.

— Não precisa. Pode servir seu chefe. Não gosto desse tipo de serviço — digo, frio, olhando para as três loiras, que se assustam e voltam para Leonardo.

— Suas incompetentes! Não prestam nem para servir um homem! — ele se levanta e b**e na cara delas.

— Não é culpa delas, senhor. Se acalme… e vamos falar sobre o que realmente viemos aqui?

Ele me olha, sem graça, e sorri, sentando-se novamente. Uma delas senta ao seu lado, e ele toca sua coxa. Percebo quando sua mão desliza mais, deixando-a visivelmente desconfortável.

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