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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 90

Bryan

Caminho entre os corredores com meus seguranças que me acompanham, até achar a sala em que a Liz estava com suas amigas. Vejo os seguranças parados na porta e, quando me veem, me olham com medo de terem feito algo errado.

— Ela está aí? — pergunto, bravo.

— Sim, senhor — um deles responde.

— Ótimo, podem ficar aqui fora mesmo — digo e entro.

A porta se abre, revelando o que eu temia ver: Liz sentada com um copo de drink e, ao seu lado, o carinha que haviam me falado, Arthur — um ex dela que ainda a perseguia. Me seguro para não ir até lá e arrancá-lo a socos.

Pedro se assusta ao me ver ali, sem entender o motivo de eu estar naquela sala. Ele estava abraçado com a amiga da Liz, Geovana, que fazia aniversário.

— Senhor... senhor Bellucci... — ele diz, tremendo.

Liz me olha com aqueles olhos arregalados e surpresos por me ver ali. Mas o Arthur, ao seu lado, não se mexe. Continua ali, tão próximo, que me deixa fora de mim.

Caminho pelo ambiente em direção à Liz. Ela estava tão vermelha que consegui imaginar como seu coração estava batendo naquele exato momento.

Paro em sua frente.

— Pode sair do lado da minha mulher? — digo com olhos de matador.

Todos olham, de boca aberta. Escuto cochichos pelo lugar. A música para de ser cantada por uma garota que me encarava.

Arthur, surpreso, se treme ao me olhar e se levanta, sem entender. Olha para Liz.

— Liz... você é casada? — ele pergunta, me deixando com ainda mais ódio.

— Saia! — digo, grosso. O som da minha voz soa como um aviso perigoso.

Ele simplesmente sai e vai para o outro lado.

Então eu me sento ao lado dela e a puxo para mim. Posiciono meus lábios em seu ouvido e sussurro, ameaçador:

— Você me paga por me provocar, querida.

Ela se arrepia. Sua respiração entrega o quanto está acelerada, e eu sorrio, me sentindo mais calmo ao lado dela.

— Não vai me apresentar aos seus amigos?

Ela olha em meus olhos, confusa com minhas palavras.

— Liz, apresenta o seu namorado pra nós! — Amanda, amiga da Liz, grita do outro lado.

Sorrio, satisfeito.

— Bom, esse é... — ela olha para mim, sem graça — ele é o meu namorado. Geovana, esse é o Bryan quem te falei.

— Prazer, senhor Bryan. Obrigada por cuidar bem da minha amiga. Ela é como uma irmã para mim.

Sorrio para ela.

— Senhor Bryan, que surpresa! Ela é amiga da minha namorada — Pedro diz, sorrindo, satisfeito.

— Agora entendo por que está aqui, senhor Pedro — digo, em tom de aviso.

— Me desculpa, vim rapidinho aqui, mas já estou voltando para ver como está tudo — ele se explica, nervoso.

— Tudo bem. Aproveite. Peça para alguém ficar em seu lugar. Pode aproveitar hoje com ela e deixe tudo por minha conta.

Todos olham para mim surpresos e felizes em saber que poderiam comer e beber de graça.

— Você está fazendo o que aqui? Veio atrás de mim? — Liz me pergunta, brava.

— Não... mas, se não estivesse aqui, teria vindo. Isso é certeza — digo, sorrindo. — Vim a uma reunião com o prefeito da cidade.

Ela me olha surpresa.

— Nossa, você estava com o prefeito? — sorrio, confirmando com a cabeça. — Entendo... foi por isso que veio também à cidade comigo?

— Claro que não, bobinha — digo, tocando em sua testa. — Vim por você.

Ela me olha. Seus olhos brilham. Seus lábios rosados se movem, se apertando um no outro, me deixando louco para beijá-los.

Olho para ela, vestida com um vestido preto de seda. Quando toco sua cintura, sinto o toque macio do tecido em sua pele. Suas coxas à mostra me provocam, então desço a mão para tocá-la, mas ela segura minha mão, tímida.

— Bryan... aqui não — ela diz, baixinho, só para eu ouvir.

— Acha que eu faria o quê, garota? — digo, sorrindo, e coloco minha mão em sua coxa. — Mas lá no apartamento você hoje me paga — sussurro em seu ouvido, depositando um beijo em seus cabelos.

Ela respira nervosa, pega seu copo e bebe quase toda a bebida. Tiro de sua mão e experimento.

— Bryan... — ela protesta.

— Não quero que fique bêbada. Quero você lúcida... para poder te castigar por ter me ignorado, sua bobinha.

Ela me olha assustada, mas sua amiga chama nossa atenção.

— Liz, vem cantar comigo essa música! — Geovana grita perto do telão, com o microfone na mão.

Liz balança a cabeça, envergonhada, e todos começam a gritar seu nome.

— Liz! Liz! Liz!

— Vai lá, quero ver você cantando — digo.

Ela fica vermelha, me fazendo rir.

Não sei o que ela faz comigo… mas tudo isso, para mim, é novo.

Nunca imaginei estar em uma sala de karaokê, com um monte de jovens bebendo e se divertindo.

Nunca me imaginei assim, ainda mais ao lado de uma única mulher que fazia coisas que eu jamais aceitaria de outra. Coisas que seriam sentença de morte… mas ela… ela me provocava, me judiava, e eu ainda permitia.

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