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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 96

Liz

Acordo sentindo algo ao meu lado. Minhas mãos começam a tocar, estranhando, então abro meus olhos e vejo Bryan deitado ali ao meu lado, com os olhos abertos me encarando, como se quisesse perguntar o que eu estava tentando fazer. Então me assusto rapidamente, envergonhada.

— O que faz aqui? — pergunto de imediato.

— Kkk, qual a surpresa? Não é a primeira vez que dormimos juntos, não é mesmo?

— Não... — digo, olhando para ele. Seus cabelos desalinhados, mas ele estava perfeito. Seus olhos me enfeitiçavam. Olho para baixo e meu rosto cora com a visão: Bryan estava nu, completamente pelado em minha cama.

Ele sorri, percebendo o quanto me deixou envergonhada, e me puxa para ele.

— Vem aqui...

— Bryan... — digo, e ele me aperta contra seu corpo. Sua mão levanta meu rosto para encará-lo. Ele sorria, seus olhos brilhavam, seus lábios me deixavam tensa. O único pensamento era que ele me pegasse de jeito e me fizesse dele agora mesmo.

— Olha o que você faz comigo... — ele diz, excitado. Seu membro latejando. Ele não perde tempo e começa a percorrer meu corpo. Sua mão entra em minha camisola, tocando minha pele, me fazendo querer mais. Quando ele desce até minha calcinha, a puxa e solta, fazendo bater contra minha pele, eu solto um gemido...

Toc... toc...

Alguém b**e na porta e ele olha bravo.

— Quem é?

— Senhor, desculpe acordá-los, mas seus pais estão aqui e me pediu para chamá-lo — Elisabete diz, nervosa.

— Ok, diga que já estou descendo — ele responde, irritado. — Que pena que deixaremos para depois — diz, safado, beijando meus lábios com suavidade. — Vá, se arrume também e desça, tá? — ele fala para mim, se levantando, pegando a toalha e saindo do meu quarto.

Demoro um pouco para raciocinar. O que ficava martelando na minha cabeça era: por que os pais dele estão no Brasil? Quando chegaram? E por que vieram?

Me levanto e me arrumo. Visto algo básico, um conjuntinho de moletom bege. Como o inverno estava chegando, fazia frio, então coloco também um casaquinho e já deixo minha bolsa pronta para ir trabalhar.

Saio do quarto e desço, ouvindo vozes...

— Filho, por que não foi nos buscar ontem?

— Não vê que seu filho não está nem aí para nós? Mal chegamos e ele não fez o esforço de nos visitar. Seu irmão também veio.

— Papa, mamma, não consegui. Tive uma reunião importante e cheguei tarde ontem em casa, mas já tinha me programado para ir vê-los hoje.

— Entendo... sempre com essas desculpinhas — o pai dele diz, muito bravo.

Desço e todos me olham...

— Oi, bom dia! — digo, envergonhada.

— O que essa garota faz em sua casa, Bryan? Ainda não se livrou disso? — o pai dele fala com raiva, me olhando com ódio.

Juro que não sabia onde enfiar a cara. Bryan me olha preocupado e se aproxima.

— Não quero que fale assim com ela. Se veio à minha casa para maltratá-la, vocês podem ir embora — ele diz, bravo.

— Não leve a sério, filho. Seu pai só está alterado... ou chateado por ontem. Oi, Liz, como você está, querida? — a mãe dele fala, se aproximando e segurando minha mão. — Não fique com raiva dele, tá? Ele falou sem pensar.

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