Liz
Acordo sentindo algo ao meu lado. Minhas mãos começam a tocar, estranhando, então abro meus olhos e vejo Bryan deitado ali ao meu lado, com os olhos abertos me encarando, como se quisesse perguntar o que eu estava tentando fazer. Então me assusto rapidamente, envergonhada.
— O que faz aqui? — pergunto de imediato.
— Kkk, qual a surpresa? Não é a primeira vez que dormimos juntos, não é mesmo?
— Não... — digo, olhando para ele. Seus cabelos desalinhados, mas ele estava perfeito. Seus olhos me enfeitiçavam. Olho para baixo e meu rosto cora com a visão: Bryan estava nu, completamente pelado em minha cama.
Ele sorri, percebendo o quanto me deixou envergonhada, e me puxa para ele.
— Vem aqui...
— Bryan... — digo, e ele me aperta contra seu corpo. Sua mão levanta meu rosto para encará-lo. Ele sorria, seus olhos brilhavam, seus lábios me deixavam tensa. O único pensamento era que ele me pegasse de jeito e me fizesse dele agora mesmo.
— Olha o que você faz comigo... — ele diz, excitado. Seu membro latejando. Ele não perde tempo e começa a percorrer meu corpo. Sua mão entra em minha camisola, tocando minha pele, me fazendo querer mais. Quando ele desce até minha calcinha, a puxa e solta, fazendo bater contra minha pele, eu solto um gemido...
Toc... toc...
Alguém b**e na porta e ele olha bravo.
— Quem é?
— Senhor, desculpe acordá-los, mas seus pais estão aqui e me pediu para chamá-lo — Elisabete diz, nervosa.
— Ok, diga que já estou descendo — ele responde, irritado. — Que pena que deixaremos para depois — diz, safado, beijando meus lábios com suavidade. — Vá, se arrume também e desça, tá? — ele fala para mim, se levantando, pegando a toalha e saindo do meu quarto.
Demoro um pouco para raciocinar. O que ficava martelando na minha cabeça era: por que os pais dele estão no Brasil? Quando chegaram? E por que vieram?
Me levanto e me arrumo. Visto algo básico, um conjuntinho de moletom bege. Como o inverno estava chegando, fazia frio, então coloco também um casaquinho e já deixo minha bolsa pronta para ir trabalhar.
Saio do quarto e desço, ouvindo vozes...
— Filho, por que não foi nos buscar ontem?
— Não vê que seu filho não está nem aí para nós? Mal chegamos e ele não fez o esforço de nos visitar. Seu irmão também veio.
— Papa, mamma, não consegui. Tive uma reunião importante e cheguei tarde ontem em casa, mas já tinha me programado para ir vê-los hoje.
— Entendo... sempre com essas desculpinhas — o pai dele diz, muito bravo.
Desço e todos me olham...
— Oi, bom dia! — digo, envergonhada.
— O que essa garota faz em sua casa, Bryan? Ainda não se livrou disso? — o pai dele fala com raiva, me olhando com ódio.
Juro que não sabia onde enfiar a cara. Bryan me olha preocupado e se aproxima.
— Não quero que fale assim com ela. Se veio à minha casa para maltratá-la, vocês podem ir embora — ele diz, bravo.
— Não leve a sério, filho. Seu pai só está alterado... ou chateado por ontem. Oi, Liz, como você está, querida? — a mãe dele fala, se aproximando e segurando minha mão. — Não fique com raiva dele, tá? Ele falou sem pensar.

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