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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 109

Victor alcançou o êxtase, a união completa com Rayra servindo como um marco de redenção. Ele se deitou ao lado dela, satisfeito e ansioso.

— Você não devia estar fazendo esforço. Desculpa. — Ele estava preocupado com a ferida dela.

Rayra se virou devagar, abraçando-o, beijando seu pescoço e ombro.

— Eu não fiz nada além de me deitar e abrir as pernas. Não se desculpe e pare de se culpar. Você fez a maior cachorrada comigo, mas já passou.

— Todo o resto que aconteceu não foi culpa sua e eu não quero ficar revivendo o passado. Vamos esquecer.

Victor ficou sério e pensativo. A absolvição de Rayra era mais do que ele esperava.

— Tá bom, tem razão. — Ele se levantou.

— Vou comprar seu lanche. Quer refrigerante?

Rayra disse que sim, levantando-se para ir tomar banho, pensando no que fazer com aquela nova chance. Victor, achando que dali em diante tudo daria certo, entrou no banheiro conversando. Ele sugeriu que ficassem na sala. Saiu e levou o colchão, arrumou tudo, cortinas fechadas, televisão pronta para assistirem.

Rayra foi deitar primeiro. Victor pegou o notebook e levou para a sala, sentando-se ao lado dela.

— Ray, precisamos conversar.

Rayra ficou séria, olhando a televisão, voltando ao seu modo defensivo.

— Me dá um tempo para pensar. Eu não...

Ele a interrompeu, rindo.

— Calma, não vou marcar o casamento, não. Então, eu recebi uma proposta de emprego na Europa. Pra assumir o lugar da minha irmã. Quero pensar nisso, mas de qualquer forma, acho bom você tirar o passaporte, porque eu tenho que viajar. Larguei o meu emprego aqui antes de tudo acontecer.

Ele apresentou a ideia como a solução definitiva.

— Acho que podemos ter muitas possibilidades, morando fora. Você vai se dar muito bem, tenho certeza.

Rayra permaneceu séria, pensativa. O medo da solidão em um lugar desconhecido era real.

— Nossa, eu não sei. Ficar sozinha, longe...

Ele a beijou na boca sutilmente.

— Eu sei que dá medo, mas vou te deixar segura. Vamos fazer assim, durante os primeiros 6 meses, eu pago a sua mesada de 6 mil. Depois, eu vou reduzir para três mil. Quando der um ano, vou reduzir para dois mil, porque aí tenho certeza que você vai estar trabalhando, estudando, ou sei lá, virando mãe. E eu, claro, sempre vou te ajudar, e o seu dinheiro, do seu trabalho, sempre será só seu.

Victor sorriu, sugerindo um plano de longo prazo para a segurança financeira dela.

— Eu sugiro que guarde, compre um imóvel por aqui, e alugue.

Rayra permaneceu sorrindo, com o olhar distante. A proposta de Victor de fuga para a Europa, com a promessa de estabilidade financeira e a chance de recomeçar a faculdade, era tão grandiosa que a paralisou. Ela não respondeu nada à sua proposta de vida de cinco anos.

O silêncio, para Victor, foi a única resposta que importava, ela não havia dito não.

Ele interpretou a ausência de objeção como consentimento e seguiu adiante, assumindo o planejamento. Pegou o notebook e, sem esperar uma palavra de Rayra, começou a ler alguns e-mails em voz alta, dando detalhes sobre o trabalho que assumiria.

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