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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 108

Rayra, embora furiosa, não conseguiu se afastar. Ela se aproximou da beirada da cama, ainda em pé, desafiando-o com o olhar. Victor a puxou suavemente pela cintura e começou a dar beijos carinhosos na barriga dela, com cuidado para não tocar nos ferimentos. O gesto era puramente afetuoso, não lascivo.

— Quero você em cima da cama, dentro do quarto e fora dele. Posso ser monogâmico. Meus fetiches podem ficar para trás. — Ele segurou as mãos dela e se levantou, a olhando nos olhos, acariciando seu rosto.

— Se você aceitar ter uma vida e construir uma família comigo.

A menção à família atingiu o ponto mais vulnerável de Rayra, ligando-o à sua solidão. Ele continuou falando.

— Sei que você não tem ninguém. Eu também não tenho muito, e tenho certeza que quer muito ser mãe.

Victor elevou o tom, descrevendo o que realmente admirava nela.

— Você é a mulher mais forte, determinada, dedicada e protetora que eu já estive. De longe, eu vejo que será uma ótima esposa e mãe.

Rayra o olhou fixamente nos olhos, emotiva. A aceitação incondicional dele era irresistível, mas o medo era maior.

— Victor, para. Eu atraio o caos. Nós somos de mundos diferentes. Você quer uma mulher que não tem como te acompanhar?

Ela trouxe a questão financeira de volta, o último vestígio de seu contrato.

— Vai me bancar até quando? Todo o seu estilo de vida, suas amizades, nada disso combina comigo. Nem em meus melhores dias.

Victor a calou com um beijo sutil na boca, segurando-a pela nuca.

— Ray, para. Nada disso é um problema, um impedimento. Você me disse que parou a faculdade mais de uma vez. É só voltar.

Ele intensificou o olhar, com a última súplica.

— Olha nos meus olhos e fala que não tem sentimentos por mim?

Ele chupou os lábios dela lentamente, aumentando a tensão.

— Fala que eu me apaixonei sozinho!

Rayra não aguentou mais a pressão da verdade e da atração. Ela o beijou lentamente, aprofundando o contato. As mãos dela escorregaram pelos braços dele em uma carícia e, em seguida, enfiaram-se por baixo da camiseta.

O beijo aumentou em intensidade, voraz e desesperado. Victor a puxou contra si. Ao perder o fôlego, ele se afastou um centímetro, excitado, com a er eção evidente.

— Tudo em você me excita.

Rayra se agarrou a Victor, com a raiva transformada em atração. Ela começou a beijar o pescoço dele afetuosa, inalando o cheiro que tanto a desestabilizava.

— É recíproco, o tesão. Eu adoro o seu cheiro, seu sorriso, suas mãos.

Ele apertou a bunda dela com possessividade e ternura. Ela suspirou exc itada.

— Aiii Victor, eu estou tão...

Ele chupou a boca dela, interrompendo a frase.

— O quê? Fala! Ray, eu quero mais de você. Que se abra comigo, fale o que sente, o que gosta, o que quer.

Rayra sorriu com malícia, com o trauma temporariamente esquecido.

— Estou faminta. Compra um combo de lanche para mim?

Victor começou a rir, desacreditado com a reviravolta dos acontecimentos.

— Ahhh, fome? Compro. Mas, agora?

Ela o abraçou forte.

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