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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 43

Miranda fechou a porta e ligou para o motorista, perguntando se ele poderia encontrá-la no quarto e levá-la para casa. Ele concordou. Ela pegou todas as suas coisas, cada presente, cada peça de roupa, e ainda levou um roupão do hotel. O motorista a pegou na porta do quarto. Miranda estava com um semblante cético e frio, não chorou e saiu de cabeça erguida. Sentou-se no banco de trás, olhando as ruas e o mar, e ficou refletindo se não estava sendo extremista demais em recusar a proposta de Peterson.

Pensando consigo mesma, Miranda teve certeza de que fez a coisa certa. No fundo, ela esperou que Peterson ligasse, pelo menos para se desculpar, talvez sugerir algo mais casual, mas nada aconteceu. O motorista a deixou na porta de casa, perguntando se ela precisava de ajuda ou ir a algum outro lugar. Ela se despediu simpática, entregou as lembrancinhas que comprou para a família dele, agradeceu por tudo e entrou, voltando para sua realidade fria e solitária.

Peterson só saiu do banheiro quando ouviu que ela tinha ido embora. Ele também já estava de saída. Ao olhar o quarto, encontrou uma calcinha limpa no banheiro, a única coisa que Miranda havia deixado. Ele a secou com o secador, rindo sozinho, e a guardou no bolso como uma lembrança, ao saber que ia precisar pagar pelo roupão, já começou sentir falta dela, de rir junto, se divertindo ao lado dela. Achou que seria melhor realmente se afastar, porque a vida dele já estava conturbada demais e não tinha espaço para distrações como ela. Peterson voltou para casa pensativo, sentindo o estômago queimar. Estava bastante estressado e frustrado.

Na primeira noite de volta, Miranda fez uma faxina completa na casa. No dia seguinte, bem cedo, vestiu um dos vestidos novos, fez uma maquiagem leve e prendeu o cabelo em um coque despojado. Ela foi à empresa pedir as contas, mas nem pôde entrar para bater o ponto. Quando a responsável pelo setor a buscou na portaria, não perguntou nada, levando-a direto ao RH para assinar os papéis. Apenas a moça do RH foi gentil, desejou tudo de bom e a acompanhou pelos corredores.

Já estavam quase saindo da área mais movimentada quando Peterson surgiu, saindo de uma sala de reuniões. Não puderam se evitar. Ele olhou para as duas, deu um bom dia formal e acenou com a cabeça. Naquele momento, ele sentiu um pouco de medo de que Miranda fizesse algo, expondo os dois. Miranda nem respondeu o bom dia, continuando séria e indiferente. A moça, percebendo a falta de reação, sorriu e falou baixinho:

— Ele é o CEO daqui.

Miranda perguntou se ele era legal.

— Educado, apenas. — a moça respondeu, em tom confidencial. — E a primeira-dama é muito simpática, está afastada do trabalho, de atestado por causa da gravidez.

Miranda ficou confusa.

— Ele vai ser pai? — ela perguntou, com a voz embargada pela surpresa.

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