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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 57

Ele piscou, incrédulo, seus movimentos se tornaram mecânicos. Ele passou a pomada nas costas dela em segundos, com uma pressa quase imperceptível. Em seguida, levantou-se abruptamente da cama.

— Vou te deixar descansar. Vou pedir alguma comida, fazer algo.

Victor saiu do quarto às pressas, sem olhar para trás. Rayra, que não havia percebido a mudança brusca em seu comportamento, apenas agradeceu e se deitou, caindo no sono quase que instantaneamente.

Victor foi direto para a cozinha, com a mente a mil. Encostou-se no balcão, pensativo, e as lembranças da festa invadiram sua mente.

Ele recordou cada carícia, cada beijo, e a maneira como ela se esfregava nele feito uma devassa. O pior de tudo foi como seu corpo inteiro enlouqueceu com ela. Ele sentiu um calor, ajeitou o pa.u na cueca e ficou irritado com a própria ere.ção.

Ele pensou no quanto ela podia ser maluca e nada confiável, uma mulher de duas faces. No entanto, em meio à confusão, Victor fez uma compra generosa no mercado por aplicativo. Ele estava confuso, com uma vontade incontrolável de confrontá-la, mas algo dentro dele gostou de ser enganado, como se fosse um jogo. E, para sair do tédio que sua vida estava, ele aceitou jogar.

Rayra adormeceu, e Victor, incapaz de conter a curiosidade, foi espiá-la. Ele a viu dormindo, e achou estranho como ela parecia outra pessoa. Desde que a conheceu, ele notou sua beleza, mas agora era como se a visse pela primeira vez, uma mulher completamente diferente, indefesa e serena.

Ele pediu o almoço por aplicativo e arrumou a mesa, querendo fazer uma graça. Já tinha trocado de roupa, vestiu uma bermuda e uma camiseta. Subiu para chamá-la e sentou na beirada da cama, olhando-a sério. Ele a tocou sutilmente no braço, e ela, num sobressalto, despertou desesperada, com o susto visível em seu rosto. Assim que o reconheceu, o desespero se transformou em riso e vergonha.

— Desculpa. Eu estava sonhando.

Ele sorriu, acariciando o braço dela com delicadeza.

— Imagina, eu não devia ter te acordado assim. Vamos comer? Hoje, vou te servir, pela primeira vez. Aproveite, não é algo que eu costumo fazer. — Ele se levantou, piscou para ela, cheio de charme.

Rayra sorriu.

— Já vou descer.

Ele saiu do quarto cheio de ideias. Queria testá-la, entender seu caráter. Estava decidido a conhecê-la melhor, e faria isso no seu próprio ritmo, como um jogo.

Rayra foi ao banheiro, fechou a porta e olhou-se no espelho. A maquiagem escondia os hematomas, mas o inchaço e o brilho triste em seu olhar a denunciavam.

Ela pensou em lavar o rosto, mas a vergonha das marcas a fez desistir. Em vez disso, retocou a maquiagem, cobrindo as imperfeições, e desceu as escadas.

Quando chegou à sala de jantar e viu a mesa posta, a surpresa a atingiu em cheio. A gentileza de Victor a fez se sentir envergonhada. Ele estava saindo da cozinha, carregando uma tigela quente, e colocou-a na mesa. Ele a olhou com um sorriso nos lábios.

— Vem, está quente. Comprei arroz, carne assada, salada, uma massa, suco e bolo para compensar aquele que você fez e não comeu.

Ela se aproximou da mesa, com o coração aquecido pelo gesto de Victor. A vergonha era a única coisa que a impedia de encará-lo. Ela se sentou, e ele, com uma gentileza que a surpreendeu, a serviu. O prato ficou cheio e apetitoso. Ele a olhava com um sorriso bobo, e Rayra se sentiu cada vez mais constrangida.

— Obrigada. — ela disse, com a voz baixa.

— Eu nunca vou esquecer o que você está fazendo por mim. Mas, amanhã, eu preciso ir.

A conversa fluiu levemente. Rayra, que havia comido apenas pão e água durante todo o dia, devorou a comida, enquanto Victor a observava, com um sorriso discreto em seus lábios. A formalidade de antes deu lugar a uma conversa sobre onde ela pretendia ir.

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