Entrar Via

O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 58

Rayra, ainda hesitante, disse:

— Para mim, 2.000 seria bom.

Victor sorriu, pensativo, e respondeu:

— Eu tinha pensado em mais, uns 2.500. Você não precisa ficar com dó de cobrar o que é justo. A casa é muito grande, e tem muito serviço. E vou querer comidinha caseira, todos os dias.

Ela se sentiu aliviada e ao mesmo tempo constrangida com a generosidade de Victor. Eles fecharam o acordo. Rayra moraria na mansão e trabalharia de segunda a sábado por 2.500. Ela não teria despesas com moradia e alimentação. E o horário, seria flexível.

Eles terminaram de almoçar, e a conversa continuou. Rayra, que havia comido o suficiente, disse a Victor que ainda precisava pensar melhor sobre a proposta. Ele, por sua vez, insistiu para que ela não se preocupasse com nada.

— Deixa tudo aí, vai deitar e ficar bem. — ele disse, com um tom de voz que não deixava margem para discussões.

Rayra ficou desconcertada. Agradeceu e subiu para o quarto. Com o corpo todo dolorido e exausta mentalmente, ela voltou a dormir. Victor saiu de casa em seguida, mas deixou um bilhete no balcão da cozinha.

Ele foi para a academia, com o peso dos exercícios aliviando a tensão do seu corpo e da sua mente. Ele pegou o celular para espiar pelas câmeras e viu Rayra na cozinha, comendo um pedaço de pão. Ele parou de espiar e foi comprar comida, só voltou para casa depois das 19h, trazendo o jantar em uma sacola. Assim que entrou em casa, foi recebido por um cheiro forte e gostoso de limpeza. Ele foi direto para a cozinha e perguntou:

— Rayra? Está acordada?

— Oi! Já vou. — ela respondeu da lavanderia.

Victor parou na porta, surpreso ao vê-la lavando algumas roupas dele à mão.

— O que está fazendo? Não tem que fazer nada... não ainda. Larga isso aí.

Ela riu, sem parar de lavar.

— Ai, para. Já descansei o suficiente. Suas roupas de trabalho nem ficam sujas. Vou estender hoje e amanhã eu passo. Gosto de passar assistindo. Eu amo passar roupas.

Ele se aproximou sorrindo, achando-a doidinha, como sempre.

— É? Eu não me arrisco. Faz tempo que você trabalha com faxina? Já trabalhou com outras coisas que gostava?

Ela o olhou com um sorriso espontâneo.

— Uns três, quatro anos fazendo faxina. Eu amei trabalhar com vendas, e até fui subindo. Virei líder, gerente.

Ele a olhou, com a curiosidade misturada com a preocupação.

— Por que você saiu?

Rayra ficou séria, desconcertada.

— O ex inventou uma história na cabeça dele. Disse que eu, por ter virado gerente, estava saindo com o meu patrão. Ele me fez sair desse trabalho, assim como de outros que eu gostava.

Ela silenciou, indo em direção à área de serviço para estender as roupas. Victor a seguiu, curioso.

— Como você conseguia gostar de alguém que não… que não te tratava bem? Sei lá. Quando você sentiu que perdeu o sentimento por ele?

Rayra o olhou, nostálgica.

— Eu nunca me dei o meu devido valor, então aceitava as migalhas. Mas assim, ele não era todo ruim. Tínhamos química, muito tesão um no outro. E ele me conhecia, sabia tudo o que eu queria, e dava. Além do financeiro, sabe?

Ela suspirou e continuou.

— Eu fiz uma coisa que ele não queria, aí tudo desandou. Mas demorei anos para realmente parar de sentir.

Ela se aproximou, e ele entrou atrás.

— Eu trouxe o jantar, espero que goste.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos )