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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 62

Victor saiu com colegas de trabalho e chegou em casa bem depois da meia-noite. Ele postou fotos do jantar, e Rayra viu, foi dormir chateada com a vida e sua falta de sorte. Quando Victor chegou, foi direto para o quarto dela, abriu a porta e a viu dormindo. Ele não pensou em fazer nada, mas sua vontade era de acordá-la para conversar.

Ele entrou e colocou uma garrafa de vinho ao lado da cama. Seu celular fez barulho, e Rayra acordou. Ela se sentou, desconfiada, com um certo medo dele.

— Oi. — ela disse.

Victor começou a rir, desconcertado.

— Oi, desculpa te acordar. Eu só ia deixar a garrafa aqui, para você.

Ela, ainda sem jeito, enrolou o cabelo e pegou o celular para ver a hora.

— Ah, obrigada. Tudo bem? Precisa de alguma coisa?

Ele se afastou, como se quisesse mostrar respeito.

— Não, nada. Cheguei agora. Estou sem sono. Vou tomar banho e encontrar algo para assistir. — Ele parou na porta do quarto.

— Rayra, eu…

Ele silenciou, e ela o olhou, apreensiva, esperando que ele dissesse algo. Ele sorriu.

— Nada. Pode voltar a dormir. Já passei o dia todo fora, não é justo te pedir qualquer coisa a essa hora. Preciso me colocar dentro dos meus limites.

Ela sorriu espontaneamente.

— Quer que eu te faça companhia?

Ele sorriu, com os olhos brilhando.

— Sim, como você sabia?

Ela se levantou, corada, usando uma camisola bonita, curta e simples.

— Eu deduzi. Afinal, você não come direito e já jantou fora. O que mais iria querer a essa hora?

Ele riu com uma malícia sutil.

— Essa é o tipo de pergunta que eu não devo responder. Vou tomar banho, me espera na sala. Pode ser?

Ela assentiu, colocou uma camiseta longa e um shorts folgado por cima da camisola. Desceu com a garrafa de vinho e pegou duas taças, torcendo para que ele não tentasse nada, pois sentia que não resistiria. Voltou ao quarto, pegou o perfume afrodisíaco, passou-o no pescoço, e deixou o cabelo solto e bagunçado sensual. Voltou para a sala, ligou a televisão e sentou no sofá, com o coração acelerado.

Pouco depois, Victor desceu. Ele estava apenas de cueca samba-canção, o que era um convite silencioso para algo mais. Com um perfume forte amadeirado que chegou la antes dele, ele a encontrou encolhida no sofá, com as taças ao lado. Assumindo que ela queria o mesmo, foi buscar um edredom, voltou e a cobriu.

— Hoje é você que escolhe. — ele disse.

Ela, no canto do sofá, já havia esticado o assento para ficar maior.

— Não sou boa para escolher. — ela riu, pensativa.

— Vai beber comigo?

Ele encheu as duas taças e deu uma a ela. Sentou-se debaixo do edredom, perto demais.

— Vou, claro. Amanhã é nossa folga. Merecemos, não é?

Ela colocou um filme de suspense e ficou olhando para a televisão, esperando algo, mas em dúvida se realmente o queria. Depois de alguns minutos, Victor sutilmente acariciou a perna dela por cima do edredom.

— Ray, quero me desculpar, mas de verdade, dessa vez. Eu, às vezes, perco o filtro e falo demais. Não tenho nada a ver com a sua vida, suas preferências na inti.midade. Nada disso. Não sei disfarçar quando algo me incomoda.

Ela colocou a mão sobre a dele, acariciando.

— Tudo bem, já passou. Eu também falei o que não devia. Mas volto a dizer que não soube me expressar. Só isso.

Ele continuou a assistir, mas manteve a mão segurando a dela.

— Tudo certo. Não gosto de ficar em um clima chato. E te evitar não me parece uma opção, já que somos vizinhos de porta.

Ela sorriu, olhando-o fixamente.

— Então foi real e não coisa da minha cabeça? Você estava me evitando?

Ele acariciou o rosto e o cabelo dela, rindo.

— Não foi coisa da sua imaginação. Eu ando estressado demais. É complicado.

Eles voltaram a assistir, bebendo. Rayra se mexeu, apreensiva.

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