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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 61

Ele sorriu.

— Não, por que? É gostoso, divertido. Você não gosta de si mesma? Da sua aparência? É insegura?

— Ah, não sou nenhuma novinha — Rayra respondeu.

— Tenho marcas, estrias, celulite para subir num palco e me mostrar na claridade. Me arreganhar. Não dá.

Ela suspirou, um sorriso triste no rosto.

— Então a resposta é sim, sou um pouco insegura. Se eu pudesse, mudaria várias coisas.

Victor ficou surpreso.

— Você não parece ser assim. Sei lá. Todos nós temos algumas coisas para mudar. Para melhorar.

— Eu, por exemplo. — ele disse.

— Tem mulher que não me curte. Sou bem dotado, e elas reclamam da cólica depois.

Rayra se descontrolou em uma gargalhada e ficou corada de vergonha.

— Entendi. Na hora da festa, é só diversão mesmo. As consequências vêm depois. Você já mediu o seu…?

Ele sorriu com maldade, interrompendo-a.

— Não, nunca. Quer saber o tamanho? Está considerando a proposta? Se quiser perguntar qualquer coisa, é só falar.

Rayra se levantou, rindo, tirando a louça do balcão.

— Não, não. Eu posso imaginar. E eu te entendo. Você é muito bonito, tem um espírito jovem, alto astral. Tem tudo a seu favor, e se eu fosse igual, teria uma autoestima elevada e o ego nas alturas.

Victor terminou de comer, cerrou os olhos, olhando-a fixamente.

— Me acha arrogante? Esnobe? Prepotente?

Ela o olhou, séria e exultante.

— Não. Apenas privilegiado pela vida, pela natureza.

Ele não gostou do que ouviu. Levantou-se sério, sentindo-se injustiçado.

— Entendi. Já vou subir, tomar um banho e deitar. Boa noite!

Ela deu boa noite e percebeu que ele não gostou, mas pensou que ele estava incomodado por ela não ter aceitado as propostas indecentes de imediato. Rayra limpou a cozinha e foi deitar cedo. Cansada, ela dormiu profundamente e, sem o celular para despertá-la, perdeu a hora.

Levantou quase às dez da manhã, desesperada. O quarto de Victor estava fechado, e ela, ao olhar a garagem, viu que o carro já havia saído. Tomou café e começou a trabalhar, abriu a casa toda, procurando algo para se ocupar. Perdeu a noção do tempo limpando as janelas e os vidros do andar de cima. Ela estava ouvindo música na televisão, e já passava das 13 horas. Victor chegou e entrou, curioso e sem fazer barulho, já que não a havia encontrado pelas câmeras.

Ele andou no andar de baixo, não a encontrando, e subiu as escadas. Rayra estava em cima de uma escada, limpando uma vidraça, e ele falou, mais sério que o normal:

— Oi. Trouxe seu celular.

Ela foi descendo de imediato, largando tudo.

— Oi! Está com fome? Eu não sabia se você vinha, então não fiz nada, diferente do jantar. Me dá dez minutos, e eu…

Ele a interrompeu, cabisbaixo, mexendo no celular.

— Não precisa, pode continuar aí. Eu como alguma coisa. Me viro sozinho.

Ela se aproximou, desconcertada, sentindo a mudança em seu comportamento.

— Tem certeza? Deixa eu fazer pelo menos uma salada.

Ele foi em direção ao quarto, dizendo que não precisava. Rayra foi para a cozinha, começou a esquentar a comida, fez um suco natural, ralou cenoura e lavou tomates-cereja. Victor desceu com outra roupa, regata, bermuda e chinelo.

— Eu falei que não precisava. Estou sem fome. — ele falou, sério.

Ela sorriu gentilmente, se aproximando dele no balcão.

— Está bom. Posso fazer alguma coisa por você?

Encostado, ele a olhou com um olhar penetrante, frio e intimidador.

— Não. Mas é melhor eu comer. Se não, vai ficar brava igual a ontem, quando eu disse que já tinha comido fora.

Ela encostou ao lado dele, sorrindo.

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