Ela não parou. Ele a apertou no quadril, goz.ou, com um gemido mais alto saindo, a voz abafada de prazer.
— Pedi para parar. — ele disse.
Ela saiu de cima dele devagar, rindo.
— Não resisti. — ela disse.
Rayra deitou, com a cabeça para o lado oposto ao dele, as pernas entrelaçadas. Exaustos, ficaram em silêncio. Ela segurou a mão dele, entrelaçando os dedos nos seus. O celular de Victor tocou, e ele levantou para atender.
— E aí, cara, beleza? Sim, sim, uhum, beleza, já vou, tchau.
Rayra se sentou, tirando o sutiã, e perguntou, curiosa:
— Vai sair?
Victor desligou a música.
— Não. Meu amigo vai vir aí, trocar uma ideia comigo na piscina.
Ela se levantou, sorriu sutilmente e confusa.
— Ah, entendi. — ela disse.
Apagou a vela e se enrolou no lençol. Ele foi para o banheiro.
— Você pode fazer alguma coisa para eu comer? Por favor? Um petisco, sei lá.
Ela saiu do quarto, dizendo que sim. Tomou banho no quarto dela, e colocou uma calça legging, uma regata simples e um chinelo. Victor saiu do banho antes dela e desceu para receber o amigo. Os dois foram para a piscina, rindo e conversando. Rayra desceu e foi para a cozinha, preparar guacamole, e arrumou uma bandeja bonita com amendoins e queijos.
Quando saiu no quintal, os dois olharam, ainda rindo. Ela reconheceu o rapaz na mesma hora, e ficou desconcertada. Sorriu, colocando a bandeja na mesa, perto deles.
— Fiz guacamole, tem amendoim, queijos. Quer mais alguma coisa?
Ela olhou para Danton, o amigo de Victor, que saía da piscina, como um verdadeiro monumento de homem. O rapaz que Rayra beijou na festa.
— Oi. — ela disse.
Danton foi cumprimentá-la com um beijo no rosto, com cuidado para não molhá-la.
Ele se aproximou com um sorriso que ela reconheceu.
— Oi, tudo bem? — ele perguntou.
Rayra, sentindo o rubor subir ao rosto, respondeu, tentando parecer casual.
— Oi, tudo sim.
A voz dela mal saiu. Ela sentiu o olhar dele a percorrendo, e o silênho entre eles pareceu uma eternidade. Ela olhou para a bandeja, e depois para os dois.
— Se quiserem mais alguma coisa, é só chamar. — ela disse, de maneira formal.
— Eu vou entrar para fazer as minhas coisas.
Ela se virou, e ele apenas acenou.
— Obrigado, Ray. — disse Victor, enquanto ela entrava na casa.
Rayra entrou na casa, e foi limpar alguns cômodos. Da janela, ela observava os dois, que estavam rindo e conversando. Danton estava na piscina, e Victor, sentado, na beira, com os pés na água.
Ela suspeitou que Victor estava falando sobre ela. E ele realmente estava, cochichando.
— Não posso continuar com essas paradas.
— Estou ficando meio incomodado. — Victor disse, com um sorriso.
— Ela é muito gata, gostosa, do jeito que eu gosto. Mas ela não curte.
— Ela parece meio puritana, mas eu quero testar ela. — ele continuou.
— Vamos ver se ela muda com o tempo.
Victor entrou com uma garrafa de cerveja na mão, procurando por Rayra. Ele a encontrou na lavanderia, passando roupas. Se aproximou, a beijando no pescoço.
— Ray, estou pensando em chamar uns amigos meus para ficar de boa. Se eu chamar uma amiga para ficar comigo, você vai ficar chateada? Sei lá? Porque a gente ficou hoje?

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