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O Melhor de Mim romance Capítulo 77

Ponto de vista da Tanya:

Marco de repente planta os pés no chão e faz uma parada. Eu o observo brincar com as suas emoções enquanto a boca dele abre e fecha desajeitadamente. Dessa vez, eu peguei o Príncipe Lycan de surpresa.

Claro que não dura muito tempo, o deslize é corrigido rapidamente e eu franzo a testa quando ele endurece sua expressão novamente. Então, o Marco fala com imensa rigidez: "Eu fiz você assinar o contrato por causa da Claire. Ela precisa de um pai, assim como de uma mãe. Então, quero que desempenhemos o papel do casal perfeito para que ela cresça em um lar feliz. É tudo por ela."

Eu suspiro, ainda sem acreditar nele. Algo dentro de mim acha que ele está me dizendo isso apenas para evitar o constrangimento. No entanto, não posso debater porque ele diz, em réplica: "Mesmo que eu tenha escondido um pouco a verdade, você também mentiu para mim. Você me beijou na outra noite e na manhã seguinte agiu como se não fosse nada! E você até negou tudo quando eu te perguntei."

Olho para o Marco com imensa surpresa e até um leve desconforto, enquanto um rubor surge em meu rosto devido à timidez: "E... Eu sou sonâmbula. Sinceramente, não tive a intenção de mentir." Digo honestamente. "Eu realmente não me lembro do que aconteceu naquela noite."

"Eu costumava ter episódios de sonambulismo. Na verdade, fazia tempo que isso não acontecia, mas desde que te reencontrei, comecei a ter crises esporádicas no meio da noite."

"Sonambulismo…" Vejo o Marco perdido em pensamentos e a nossa conversa sobre o assunto chega ao fim quando nos aproximamos da nossa residência. Entretanto, algo ainda me cutuca para perguntar: "Você não parece muito bem. Aconteceu alguma coisa?"

O tom dele fica frio: "Quando a minha mãe morreu, ela tinha o mesmo padrão de flores na nuca que a Peyton tinha."

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Ponto de vista em terceira pessoa:

Peyton está agora diante do Russel, seu companheiro predestinado, que evidentemente ficou zangado e perturbado depois de saber o que ela fez. Apesar de tentar manter a sua aparência cavalheiresca, a angústia está visível e a Peyton não suporta ver quanta dor ela causou.

"Sinto muito, Russel. De verdade. Eu não queria que as coisas acontecessem do jeito que aconteceram. Eu estava dividida e com o coração partido com tudo o que aconteceu. Eu senti tanta culpa que não consegui mais suportar. Eu fui uma covarde, tentando fugir de todos os meus problemas."

Russel a encara por um momento, tentando reprimir os seus sentimentos, mas não consegue evitar o tom furioso que eleva a sua voz: "Você não deveria estar se desculpando apenas comigo, Peyton. A Isabella também merece um pedido de desculpas. A sua irmã ficou arrasada não apenas com a morte do seu pai, mas também com sua doença. Ela lutou tanto pela sua vida, conseguindo os melhores médicos de todo o mundo para tentar te curar. E ela nem imaginava que você estava jogando a sua vida fora."

Os olhos da Peyton obviamente começam a dissipar as lágrimas, lentamente reconhecendo as consequências das suas ações, o que ela escolheu nunca enfrentar. Entretanto, o Russel ainda não tinha terminado de falar: "Você tinha todo o direito de lamentar a morte do seu pai, essa é uma dor pela qual nunca vou culpá-la, mas você ainda tinha responsabilidades com o reino. Como princesa, a sua irmã precisava de você e, em vez disso, você escolheu ser covarde e fugir."

Ele bufa: "No último ano, a Isabella cuidou dos assuntos do reino e trabalhou muito para manter tudo sob controle enquanto ainda cuidava de você. A Isabella poderia ter decidido fugir também, mas ela não fez isso. Espero que você tenha aprendido uma lição valiosa, Peyton, porque você não pode fugir de todos os seus problemas, nem ser ingênua e acreditar em qualquer felicidade momentânea que surja no seu caminho. A vida é difícil e a Isabella merece a sua ajuda agora. Você tem uma obrigação com o Reino da Fauna."

Peyton acena com a cabeça solenemente, escondendo o olhar de constrangimento e vergonha e fazendo o Russel suspirar. "E espero que você volte a ser a garota que eu conheci, a menina de espírito livre e cheia de vida, confiante, animada e que sempre tinha um motivo para sorrir."

Sentindo que disse tudo o que precisava, Russel se vira para ir embora, mas a Peyton agarra o punho da manga dele, puxando-o de volta para encará-la: "Por favor, não vá... por favor, por favor, fique comigo. Quero voltar a ser como eu era, ter você ao meu lado. Vou levar a sério as responsabilidades de ser uma princesa. Eu juro. Eu só... não sei por onde começar... Você pode me ensinar? Pode me perdoar?"

Seus olhos suplicantes levam o Russel a soltar uma respiração lenta e calma antes de pegar a mão dela gentilmente. "Claro que eu posso te ensinar, mas o meu perdão virá com o tempo. Se prove para mim, lute para viver novamente, Peyton."

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Ponto de vista da Tanya:

"Oh, Caspian, você é tão aterrorizante." O tom monótono, mas cheio de sarcasmo na voz do Marco me faz cair na gargalhada. "Você não faria mal a uma mosca." Diz o Marco.

"Não é verdade!"

E, assim, o resto da viagem é preenchido com esses golpes lúdicos e risadas contínuas enquanto zombamos das nossas vidas tolas e complicadas.

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No final, porém, nos separamos. O Caspian volta para a Alcateia Lua Azul enquanto o Marco e eu voltamos para a capital. O Marco pretende falar com o Eric sobre a Árvore da Lua Azul, mas momentaneamente se vira para mim para dizer: "Ei, vai haver uma festa esta noite, e gostaria de saber se você que se juntar a mim? O Philip e o Thomas estarão lá, tenho certeza de que eles gostariam muito de ver você."

Levo um momento para responder. Embora eu realmente queira ver os dois, já que faz um bom tempo que não vejo ninguém da capital, tem alguém que precisa mais de mim. "Sinto muito, eu gostaria de ir, mas não vejo a Claire há muito tempo e tenho certeza de que ela sente a minha falta. Visitarei o Thomas e o Philip outra hora, mas gostaria de passar esta noite com a Claire."

O Marco entende e respeita os meus desejos. Ele sai para ver o Eric enquanto eu vou ver a Claire.

Naquela noite, estou lendo uma história de ninar para a Claire e nós duas pretendemos dormir depois dela. No entanto, quando estou quase acabando, o meu telefone toca. Estendo a mão para pegá-lo, mas pouco antes de atender o celular, uma voz animada soa alto dentro da minha mente:

"Olá, Tanya! Finalmente nos conhecemos!"

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