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O primeiro beijo do Ryke romance Capítulo 48

Megan e sua mãe haviam voltado ao antigo apartamento, e não conseguiam mais aguentar o lugar, agora que haviam ficado em uma mansão, mesmo que por pouco tempo. Tudo parecia ser inferior a elas, exceto o melhor das coisas, e não conseguiam entender como haviam permanecido em tamanha pobreza por anos.

Ficar no apartamento anterior era como estar em um hotel ou algo assim, não sentiam-se confortáveis e apenas esperavam sair dali.

E isso aconteceria muito em breve.

Sentaram-se na varanda, que oferecia uma vista da triste realidade dos outros prédios degradados e habitantes miseráveis. Joyce ligou para o sr. Devins e colocou o telefone no viva-voz, para que sua filha também pudesse ouvir. Seus cabelos combinavam, ambos presos em coques soltos e bagunçados, e usavam agasalhos velhos. Pelas olheiras sob os olhos de Megan, era possível dizer que não dormia direito há alguns dias.

Não tinham certeza se Dan atenderia ou não, mas quando a ligação resultou em uma mensagem de voz, ainda assim ficaram desapontadas.

"Sua vez." Joyce disse a filha.

Megan pegou o telefone e tentou ligar para o pai também. Ambas engasgaram quando ele atendeu, após alguns toques.

"Pai!" Ela gritou animadamente.

"Meg, escuta... tô ocupado agora. Dá pra... "

"Ela tá grávida!" Joyce se intrometeu, com os olhos arregalados de raiva.

Pegou o telefone da mão de Megan e o pressionou perto da boca, para ter certeza de que Dan podia ouvi-la, alto e claro.

"Ela tá grávida e, como pai dela, achamos que gostaria de saber. Você nos abandonou na miséria, mas pelo menos deveria se importar se sua filha tá grávida, certo?!"

Dan Devins ficou em silêncio por um minuto, mas não desligou. As duas esperaram pacientemente por sua resposta.

"... Sério?" Ele perguntou em voz baixa.

"Sim, pai." Megan disse com uma voz triste e infantil: "Eu tava enjoada hoje de manhã e a mamãe ficou desconfiada, aí compramos um teste de gravidez e deu positivo. Tô tão preocupada, pai... o que eu faço? Não temos dinheiro aqui nem pra comer, sobrevivemos com vale-refeição..."

"Sim, o que sua filha deve fazer, Dan?!" Joyce acrescentou, acaloradamente: "A gente tá pensando em se livrar dele, porque com certeza não temos condições de cuidar de um bebê."

Dan, então, pigarreou do outro lado da linha.

"É do Austin?" Ele calmamente perguntou.

"De quem mais seria, pai? Claro que é dele."

"Hum... vou ter que pensar sobre isso, então. Eu ligo de volta."

Ele desligou, antes que elas pudessem dizer mais alguma coisa. Megan fez uma cara mal-humorada, esperava que o pai assumisse o comando imediatamente e pedisse que se mudassem de novo para a mansão.

"O que ele quis dizer, mãe?" Ela murmurou.

"Hã... acho que não podemos contar com seu pai, vamos ligar pro Austin agora."

"Ele não atende."

"Só tente."

Megan suspirou pesadamente, mas de qualquer forma, tentou ligar para Austin. Como previsto, ele não atendeu a ligação, então ela enviou uma mensagem de texto, dizendo: "Tô grávida, e é seu, claro. Me livro do bebê?"

Austin segurava seu telefone, quando Megan ligou e instantaneamente leu sua mensagem de texto. Seu coração pulou no peito, enquanto ele lia e relia a mensagem. Grávida?!

Tudo bem, não era tão surpreendente, pois na maioria das vezes não fez s*xo seguro com Megan. Isso porque ela sempre encontrava os momentos e lugares mais aleatórios para seduzi-lo e sendo um "homem", nunca foi capaz de resistir a ela. Mas, não era muito conveniente que ficasse sabendo dessa gravidez logo após terminar com ela?

Ela definitivamente estava tentando f*der com ele. Além disso, mesmo que dissesse a verdade, Austin não queria ser pai aos 25 anos. 'Fala sério, tenho toda a vida pela frente', pensava ele.

Então, pegou o telefone e começou a digitar: "Faça isso."

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