Capítulo 91
Na manhã seguinte, Orion estava deitado à sombra, atento a cada movimento ao redor, como um vigilante incansável.
Ao lado dele, a fêmea se acomodava com certa dificuldade, soltando um som baixo e suave de cansaço. Dolores observava a cena com um sorriso derretido no rosto.
— Ela é linda… — comentou, cruzando os braços. — E muito calma.
— Calma agora — Zacky brincou. — Quero ver quando os filhotes nascerem.
Orion ergueu a cabeça ao ouvir o motor de um carro.
— Bom dia, André! — Dolores respondeu, sorrindo enquanto se aproximava do carro. — O café está quase pronto, vem com a gente.
Zacky riu, observando os servais.
— Acho que temos outro desafio antes do café: decidir um nome para ela — comentou, olhando para a fêmea, que agora se deitava confortavelmente ao lado de Orion.
— Que tal “Luna”? — sugeriu Dolores, encantada com os olhos da fêmea. — Tem um ar de serenidade, combina com ela.
— Hum… — Zacky franziu o cenho, coçando a barba. — Mas parece que ela vai ser travessa. Acho que precisamos de algo mais forte.
— Que tal “Freya”? — André entrou na conversa, apoiando a mão no carro. — Nórdico, poderoso, protege a família.
— E se fosse algo mais simples? — disse Juliana saindo da casa. — Algo que ela responda rápido. Que tal “Aurora”?
A serval levantou as orelhas.
— Acho que está decidido — disse Zacky, sorrindo. — Aurora, então. Bem-vinda à família.
Dolores suspirou, feliz.
— Parece que a família está completa.
Juliana se agachou, passando a mão no pelo macio de Aurora.
— E agora… é só esperar os filhotes chegarem. — Ela sorriu, olhando para o marido.
Todos foram para a área gourmet, tomarem o desjejum. Orion e Aurora descansavam perto do fogão a lenha que estava quentinho.
— Aposto que ela terá três filhotes! — disse André, rindo, apontando para Aurora com entusiasmo exagerado. — Dois machos e uma fêmea, aposto!
— Não sei não… — Zacky respondeu, entre um gole de café e outro —, acho que só dois.
— Eu voto em quatro! — Dolores brincou, rindo alto. — Um para cada canto da fazenda, para ninguém ficar sem companhia.
Juliana ria das apostas, sentindo uma alegria enorme por ver todos tão envolvidos.
— Só espero que Orion não fique com ciúmes — comentou ela, acariciando a cabeça do serval.
Enquanto todos conversavam e riam, Juliana sentiu uma pontada forte no baixo ventre. Tentou se recompor, mas o susto fez André se inclinar para frente.
— Juliana? Está tudo bem? — perguntou, com os olhos arregalados.
— Ahn… acho que não — ela murmurou, segurando a barriga. Então, de repente, sentiu um líquido descer pelas pernas.
— Os bebês… — Thomas exclamou. — Juliana, vamos!
— Vamos! — disse Dolores, se levantando, enquanto Zacky e André a ajudavam a caminhar rapidamente até o carro.
— É agora… — murmurou Juliana, segurando firme a mão de Thomas, sentindo um pouco de dor e alegria pelos filhos. — Nossos meninos vão nascer!
Assim que o carro parou em frente à entrada principal do hospital, Juliana mal teve tempo de olhar ao redor antes de ser conduzida para dentro, segurando firme a mão de André.
— Vai dar tudo certo — ele repetia, mais para si mesmo do que para ela.
O médico apareceu rapidamente, fez perguntas objetivas, avaliou a situação e não demorou a decidir.
— A bolsa rompeu, a dilatação não evoluiu como esperado. Vamos preparar uma cesárea — informou, com calma profissional.
Juliana assentiu, enquanto era levada para o centro cirúrgico. Pouco depois, Maurício foi o primeiro a chegar, o semblante sério, andando de um lado para o outro. Em seguida vieram Andréia, Zacky e Dolores.
— Já nasceu? — Andréia perguntou assim que avistou André.
— Ainda não… — ele respondeu, passando a mão pelos cabelos. — Ela foi para a cesárea agora.
Três horas depois, finalmente, a porta foi aberta. O médico apareceu com um sorriso tranquilo no rosto.


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