O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 353

Talvez Nigel tenha visto através dela, ou talvez também quisesse abraçar a filha que nunca havia abraçado antes. O homem era um pai carinhoso e abraçava a outra filha com muita frequência, por isso, sem pensar no assunto, gentilmente aninhou Anne em seus braços.

A jovem corou e seu coração bateu um pouco mais rápido. O carinho de seu pai fez seus olhos lacrimejarem.

Vendo aquela cena, protegido atrás de uma planta, na varanda de outro apartamento, Anthony se virou e saiu, com uma expressão fria.

Depois de visitar o apartamento, Nigel levou Anne de volta para o outro prédio e se sentindo até mais leve, a jovem subiu as escadas, animada.

Entretanto, passou direto por seu apartamento e foi direto para o sexto andar, mas, assim que terminou de subir, seu corpo congelou quando sentiu a familiar aura dominadora no ar.

Anne parou, se virou e não viu nada. No entanto, o medo que vinha do coração ainda estava lá. Entretanto, quando chegou, não viu o carro agourento parado na frente do prédio. Mesmo assim, para ser cautelosa, pegou o celular e verificou a localização de Anthony. Ele estava realmente perto dela.

‘Por que ele está aqui? O que quer comigo, dessa vez?’ Seu corpo havia sido violado muitas vezes pelo demônio e, por isso, o medo era mais do que paralisante.

Os pensamentos de Anne se voltaram para Nigel, imediatamente. ‘Eu devo pedir ajuda?’ Não, ela deveria se certificar de que estava em perigo, antes de fazer uma ligação.

Então, a jovem desceu um lance de escadas, caminhou até a frente de seu apartamento e, com as mãos trêmulas, abriu a porta. Depois de entrar, seu coração se apertou, ao se deparar com a figura negra parada em frente à janela de vidro da varanda.

Ela sentiu a familiar sensação claustrofóbica que tinha, sempre que via Anthony, mas mesmo assim, deu alguns passos à frente, perguntando:

― O que você quer? ―

― Feliz, não é? ― A voz de Anthony soou.

― O quê? ― Anne não entendeu.

Anthony se virou e seu olhar era afiado como uma faca, deixando seus olhos escuros perigosos.

― Que boa maneira de deixar Nigel comprar uma casa para você. ―

O rosto de Anne estava chocado e ela olhou para ele com horror. Demorou muito para reencontrar voz para perguntar:

― Como você sabia? ―

― Não há nada que eu não saiba em Luton. ―

Anne queria retrucar e dizer que ele não sabia sobre os filhos dela. Mas, ela não seria tão boba assim.

É que, se Anthony sabia, Dorothy e sua filha também sabiam. ‘Não... se elas soubessem, não teriam deixado meu pai comprar’.

O fato de Anthony ter aparecido na hora certa significava que ele ainda estava no controle de seu paradeiro.

― Você disse que estou segura agora. Por que você ainda está me seguindo? ― A voz de Anne enfraqueceu, parecendo magoada.

― Seguir você? Por que desperdiçar meu tempo? ― Anthony olhou para ela, com desdém e voltou para a sala, Sua figura esguia parecia ainda mais opressiva. ― Foi apenas uma coincidência. ―

Anne pensou no azar de ser vista por Anthony.

Anne implorou:

― Por favor, não conte a Bianca. Não quero que ela descubra isso... ―

Anthony deu um passo à frente, sua figura bloqueando a luz do sol. Ele agarrou o queixo delicado da jovem e o ergueu. ― Você dormiu comigo por tanto tempo e ainda assim não conseguiu nada, então fez isso, não foi? Aposto que você tiraria a roupa imediatamente se eu lhe desse uma pilha de dinheiro, certo? ―

Sentindo-se humilhada, Anne acenou com a mão, vigorosamente e seu corpo recuou rapidamente. Seus olhos estavam cheios de raiva.

― Não diga isso! Não sou de pedir nada a ninguém! ―

― Como você explica a casa, então? ―

Anne queria dizer que seu pai tinha dado a ela, porque quis. No entanto, mesmo que explicasse, Anthony apenas pensaria que ela estava sendo hipócrita e, além disso, não queria colocar a culpa de nada em seu pai.

― Por que você não responde? ― Anthony olhou para ela, como um falcão, com seus olhos negros. ― Bem, você só quer dinheiro mesmo. Quanto você acha que seu corpo vale? ―

A expressão de Anne ficou amarga. Ela mordeu o lábio, sem ousar falar.

― Uma pessoa tão sem tato. ― Anthony terminou friamente e caminhou em direção à porta.

Anne não se importava com ser humilhada, então correu e bloqueou a porta:

― Você não vai contar aos outros sobre a casa, vai? Por favor, não faça isso... ―

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