O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 381

― Eu também estou procurando por ela. ― Damian começava a ficar exasperado com o sumiço de Anne.

Percebendo isso, a expressão de Tommy endureceu, quando perguntou:

― Você contratou pessoas para estuprá-la? ―

― Estuprar? Quê? Eu só queria embebedá-la para que pudesse obter algumas respostas. Ela ainda estava sóbria quando eu a levei para a piscina, então eu saí ― Damian explicou ― eu nem teria vindo procurar de novo se Oliver não tivesse aparecido e me mandado fazer isso. Se algo tiver acontecido com ela, melhor ainda. ―

Tommy congelou.

― Anthony está aqui? ―

― Não. Eu acabei de ver Oliver. Isso é estranho. Onde Anne está? Aconteceu alguma coisa? ―

Tommy permaneceu quieto, pensativo.

Anne foi levada para o apartamento que um dia pertenceu a Julie, mãe de Anthony. Assim que entraram, ela cambaleou para dentro da sala e caiu, ofegante. A jovem ansiava pelo toque de alguém, mas o homem diante dela simplesmente a ignorou e se afastou.

Anthony sentou-se no sofá com as pernas cruzadas enquanto olhava para ela.

― O que você está tentando me dizer? ―

Anne olhou para cima, confusa, enquanto tentava se concentrar em Anthony:

― Eu pensei... eu pensei que você estava me levando para o hospital. ―

― Eu? ― Ninguém poderia ordenar que Anthony fizesse qualquer coisa.

Ela fechou os olhos e as lágrimas rolaram por seu rosto, ainda vestindo o roupão e tremia como uma vara verde enquanto cravava as unhas no tapete, sentindo-se impotente.

Anne não esperava esbarrar em Anthony e cair em sua armadilha mais uma vez, pois era necessário muito esforço para ficar longe de qualquer contato físico com o magnata e ela não podia se permitir envolver com ele novamente. Por isso, incapaz de se levantar, seus lábios tremiam de tristeza enquanto ela choramingava.

Ela estava prestes a perder os sentidos, quando a única solução para acabar com toda a sua dor estava bem diante dela.

Ela olhou para ele, com a garganta seca.

Anthony permaneceu sentado calmamente, enquanto esperava que sua presa se aproximasse.

― Me leva... para... o hospital... Por favor... ― Ela implorou enquanto soluçava.

― Vá sozinha, se quer tanto ir. ―

― Eu... não posso... ― Ela olhou para ele, sua voz rouca tinha causado arrepios em sua espinha e ela mordeu os lábios em desespero.

― Por que não? Se você não consegue ficar de pé, você pode rastejar ― disse ele e inclinou o rosto para o lado. ― É mais fácil rastejar em minha direção do que em direção à porta. Qual você escolherá? ―

Desamparada e desesperada, se sentiu entre a cruz e a espada quando Anthony a fez escolher e começou a rastejar em direção a ele, até que estivesse bem de frente para o homem que estendeu a mão para tocar sua bochecha ardente. Então, ela agarrou sua mão fria com o toque, como se estivesse preocupada que ele pudesse escapar.

― Levante-se. ― Anthony estava começando a perder a paciência, pois controlava o próprio desejo, mas preferia vê-la quebrar a regra, pois não queria ser referido como um homem que quebrava sua promessa. ―

― Venha, Anne... ―

No momento em que suas peles se tocaram, ele se transformou em um demônio implacável e, quando Anne acordou, sentiu como se sua consciência estivesse dividida em mil pedaços e fosse incapaz de se recuperar do estado confuso em que se encontrava. Ela não sabia onde estava ou o que havia feito e por que se sentia tão exausta.

O som de água corrente no banheiro a trouxe de volta à realidade, fazendo-se finalmente se lembrar de onde estava.

Os detalhes do que aconteceu na noite anterior voltavam lentamente e percebeu que havia se submetido a Anthony e estava à sua mercê, até que finalmente perdeu a consciência.

Não querendo ceder, a jovem cerrou os dentes e rastejou para fora da cama, mas caiu assim que seus pés tocaram o chão. A porta do banheiro se abriu e Anthony saiu com uma toalha em volta da cintura, olhando para Anne, que estava esparramada no chão.

Chateada, ela disse:

― Você deveria ter me levado para o hospital. ―

― Você acha que pode me dar ordens? ― Ele foi até o banheiro. ― Eu te dei uma escolha. ―

Ela mordeu os lábios, incapaz de argumentar, foi ela quem pediu ajuda a ele e considerando o quão autoritário ele era, deveria saber que ele não faria o que ela desejava.

No final, ela perdeu os sentidos e sucumbiu.

Revoltada e chateada, a jovem se levantou, dizendo, enquanto saia do quarto:

― A partir de agora, aconteça o que acontecer, por favor, me ignore. ―

Mas, o magnata a agarrou pela nuca e a jogou na cama.

― Ah! ―

Ele se pressionou contra ela, enquanto agarrava seu rosto:

― Vai me usar e fugir? Hein? ―

Ela olhou para ele com frustração, enquanto lutava para responder:

― O que mais você quer? Devo pagar? ―

A expressão do demônio endureceu:

― Você ainda tem a língua afiada. Não aprendeu o suficiente ontem à noite? ―

― Deixe-me ir. Eu quero ir bem.. ahhh! ― Ele engoliu todas as palavras não ditas quando o magnata a calou com um beijo intenso, mas forçado.

Mesmo com as duas mãos livres, Anne não era páreo para a força avassaladora de seu oponente.

Anthony fez uma pausa entre os beijos e disse:

― Pare de se mexer. ―

Sua voz rouca a atingiu como um raio.

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