O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 418

Anne fuçou pelo seu telefone, deslizando para o número de Anthony de vez em quando. Ela deveria ligar para ele? A localização de Anthony mostrava que ele estava no Grupo Arquiduque, então Bianca não deveria estar lá. No entanto, o que ela deveria dizer ao telefone? Implorar-lhe por misericórdia? Por que Anthony aceitaria um pedido de misericórdia? Afinal, ele estava fazendo aquilo por ordens para Bianca! Se, por milagre, o homem mudasse de ideia, como ele explicaria para a irmã dela?

Anne deixou seus pensamentos correrem soltos e adormeceu. Na manhã seguinte, em vez de Dorothy e Bianca virem e os perturbarem, foram os guarda-costas de Anthony que bateram à porta. Sarah e Anne atenderam, então viram os homens, ficaram apavoradas e se esconderam no canto da sala. Os guarda-costas cercaram as duas, confrontando Anne, e parecia que ninguém ali estava disposto a recuar.

— Por favor, saiam, ou eu vou chamar a polícia! — Anne disse friamente.

— O senhor Marwood ordenou que madame Vallois deixe Luton agora mesmo. — Disse o guarda-costas.

Anne sabia que era inútil chamar a polícia, pois diante do poder de Anthony, a instituição não intercederia para proteger sua mãe. Contudo, a jovem não esperava que aquilo acontecesse tão cedo. Por que Anthony precisava ser tão cruel?

— Esperem um minuto. Vou fazer uma ligação! — Então, Anne cutucou Sarah. — Vá e pegue meu telefone. —

Sarah foi fazer o que a filha mandou, enquanto observava atentamente os três guarda-costas. Anne disse:

— Não se mexam até eu chamar Anthony. —

Os guarda-costas não se mexeram nem falaram, então Sarah voltou com o celular da filha. Anne primeiro verificou a localização de Anthony e descobriu que ele estava na Mansão Real. Ela não se importou se Bianca estaria ao lado dele, apenas fez a ligação. O telefone tocou algumas vezes, antes de desligarem a chamada. Anne ligou de novo, mas ninguém atendeu, o que deixou a moça mais ansiosa. Se o homem não atendesse, como ela poderia implorar por misericórdia?

Coincidentemente, Anthony estava tomando café da manhã com Bianca quando Anne ligou. O demônio viu a primeira ligação e sabia que era de Anne, então rejeitou a chamada e colocou o telefone no mudo, guardando-o no bolso para sequer ver qualquer aviso.

— Algo de errado? — Bianca perguntou, alerta como sempre.

— Uma chamada de telemarketing. —

Sua noiva sorriu gentilmente, suspeitando que a pessoa por trás da ligação fosse Anne. Não. Na verdade, ela sabia que era Anne. No entanto, não perguntaria mais nada mais, afinal, ela não podia ser tão insistente quanto sua mãe era com Nigel, ou Anthony ficaria enojado. Tentou se confortar com o fato de que o coração de Anthony estava com ela, tanto que o homem até tratou de punir Sarah, apenas para atender a seus caprichos. Como havia alcançado seus objetivos, a víbora não tinha motivos inquietude, por enquanto.

— Quando Sarah vai deixar Luton? — Ela resolveu perguntar.

— Hoje. — Anthony respondeu.

Bianca entendeu na hora por que o telefone de Anthony estava tocando. Podia-se ver que ele estava determinado a ignorar Anne, o que deixou sua noiva feliz. Ela sabia que era impossível para uma mulher conquistar o coração de um homem apenas com seu corpo, e Anne estava destinada a sofrer miseravelmente.

Enquanto isso, Anne tentava ligar várias vezes, mas não tinha sucesso, então ficou cada vez mais ansiosa. Os guarda-costas cansaram de esperar foram direto para puxar Sarah, que gritou de medo:

— O que vocês estão fazendo? Quem vocês pensam que são? Como vocês podem me forçar a deixar Luton? Anne, filha, socorro! —

— Soltem ela! — Anne empurrou os guarda-costas e nem se incomodou com o fato de seu telefone cair no chão.

No entanto, duas mulheres fracas não podiam lutar contra três guarda-costas corpulentos. A jovem foi carregada por um deles, enquanto os outros dois arrastaram Sarah para longe.

— Mãe! — A moça estava aflita. Por mais que tentasse, ela não conseguia passar pelo guarda-costas. — Me solte! Eu vou falar com Anthony mais tarde, por que vocês não podem esperar? Ele terá misericórdia de nós! —

— Estamos apenas seguindo ordens, dona. — Disse o guarda-costas, então a soltou e se colocou a caminho da saída.

Anne quis aproveitar a oportunidade para passar por ele, mas o brutamontes rapidamente a impediu. Sarah foi levada para fora, arrastada pelo guarda-costas com uma das mãos.

— Anne, me salve! Eu não quero deixar Luton. Esta é a minha casa! Quem vocês pensam que são?! Como podem me forçar a sair assim? Anthony não tem o direito de fazer isso! —

— Mãe... — Anne assistiu à cena, impotente, enquanto Sarah era levada embora.

Era impossível salvar Sarah sozinha, então a moça procurou seu telefone e ligou para Anthony outra vez, mas ele ainda não atendia.

— Filho da puta! — Anne amaldiçoou.

Como Anthony não estava atendendo sua ligação, ela ligou para Nigel, pensando que Anthony pelo menos aceitaria a persuasão de seu sogro.

— Papai, mamãe foi levada pelos homens de Anthony! —

— Quando foi isso?! — Nigel perguntou.

— Eles acabaram de sair com o carro. Tentei ligar para Anthony, mas ele não atende. Ele está fazendo isso de propósito para garantir que mamãe saia de Luton. Papai, se mamãe deixar Luton, nunca mais a verei. — Anne estava surtando.

Ela ainda não havia contado a ele sobre a situação com os registros.

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