O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 465

Anne sentia falta das crianças... Seus olhos não podiam deixar de lacrimejar. Portanto, só conseguia segurar até o ponto que não virasse um rio de lágrimas, já que não queria soluçar na frente do empresário e dos filhos.

— Como você sabe que ela desapareceu? Talvez tenha ido trabalhar. — Anthony blefou.

— Impossível! Faz alguns dias que não a vemos! Ela vinha aqui com frequência... Então, só pode estar desaparecida. Alguém a raptou de nós. — Disse Chris.

— Sua inferência é falha. — Respondeu Anthony.

— Então, para onde ela foi? Se só poderia ser escondida por você? — Chloe perguntou.

A mãe dos trigêmeos se sentia impressionada com a inteligência das crianças. Elas acertaram!

— Quem te falou isso? —

— Nós mesmos adivinhamos. Não é você que a está escondendo?! — Chloe disse, então começou a chorar.

— Ainda é cedo. Mas, é hora de criança dormir. Voltem para as camas. — Ele respondeu.

— Não! — Charlie teve um acesso de raiva.

— Você tem que nos ajudar a encontr... — Antes que Charlie pudesse terminar, o telefone de Anthony foi roubado por Anne, e ela o desligou com tudo. A jovem fingiu rir da situação.

— As crianças não sabem nada. Não fique bravo, por favor. — Mesmo que fosse difícil desligar na cara das crianças, a consequência seria ruim se elas em qualquer momento falassem “mamãe”.

— Eu pareço o tipo de pessoa que machucaria crianças para você? — Anthony ergueu as sobrancelhas.

— Não... — No fundo, sim! Além disso, ele era do tipo mais assustador! Ela ergueu os olhos e viu os olhos escuros de Anthony. Se sentiu culpada por um instante e, então, perguntou: — O que aconteceu? —

— Não vai mais fazer xixi? —

— Já fiz xixi na cama! — Tinha quase se esquecido do próprio mijo. Com raiva dele, ela virou a cabeça para o outro lado. Porém, logo a jovem sentiu o pescoço dolorido, o que a fez gemer alto com a dor. Então, lentamente virou seu corpo, ainda de costas para Anthony. O olhar do magnata movia de suas costas, cobertas de feridas, para cima, caindo sobre a pele branca perolada na parte de trás de seu pescoço.

Mesmo em silêncio e enquanto observava Anne, o homem se lembrou do questionamento dela sobre estar apaixonado. Como saberia estar apaixonado por ela? Desde o início, Anne era alguém para ele tirar seu desejo e estresse, apenas isso. Agora, no máximo ele estava satisfeito com o corpo dela e gostava de controlá-la. Não havia mais nada que isso.

— Quantas vezes você... encontrou as crianças? Você acha que elas são... fofas? — Anne perguntou, ainda de costas para ele.

Esta era a melhor posição para que as expressões no rosto não pudessem ser reveladas Afinal, Anthony era um homem cuidadoso e misterioso. Ela já entregava mais facilmente sua verdade pelas expressões faciais.

Enquanto ainda a observava de costas, o magnata se perguntava o porquê dela ter feito aquelas questões sobre as crianças? Talvez no fundo ainda quisesse saber sobre a primeira impressão de Anthony sobre elas. Como seriam vistos por ele?

— Elas são boas. — O magnata decidiu responder.

Anne só conseguia pensar que esse tipo de resposta, no nível do Anthony, foi o melhor elogio que poderia ter dado! Isso a deixava feliz, de certa forma. Mesmo que sentisse ainda repulsa do pai biológico dos trigêmeos, era bom que ele pudesse as enxergar com bons olhos, afinal era mesmo o pai delas.

— Quando os vi pela primeira vez, pensei que eram fofos. Eles são tão macios e como são três ficam ainda mais adoráveis quando estão juntos! — Anne disse.

— O que há de tão bom nas crianças? Elas são encrenqueiras. — Ele lembrou que Anne não podia mais ter filhos.

— Então, você terá seu próprio filho com Bianca mais tarde? Ah, que pergunta boba eu acabei de fazer? Já que você vai se casar, mais cedo ou mais tarde você vai conceber um filho. —

— Por que parece despontada com isso? —

— ...Não, eu não estou. — O tom de Anne foi suave, mas o peito estava pesado. Certo, por que ela se sentiu desapontada? — É natural que você tenha um filho com ela, não?

Bem, se Anthony e Bianca tivessem um filho juntos, eles seriam uma família completa. Quanto a ela e aos três filhos, sempre faltaria uma peça no retrato de família. Não é que ela não entendesse a razão disso, pois entendia muito bem como era, a jovem cresceu com a peça que faltava na família atual.

Apenas quando Anne estava fora de sintonia, Anthony se aproximou dela por trás na cama, silenciosamente. Então, perguntou, cheio de tensão:

— Você quer tanto ter filhos assim? — Tinha um sorriso lascivo nos lábios.

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