O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 480

Tommy ergueu uma sobrancelha, sem dizer uma palavra.

— Já está tarde, Tommy. Estou cansada... Será que posso ir dormir agora? — Anne disse.

— Estive preocupado com você a semana inteira e é assim que me trata? — Ele fez uma careta melancólica.

— Como estou te tratando? Só estou afirmando um fato. —

— Vamos conversar melhor, da próxima vez, então. — Disse ele, se movimentando para sair. — Tchau, Anne.

— Tchau, Tommy... —

Anne trancou a porta e se deitou na cama, evitando voltar ao sexto andar com medo de que Anthony pudesse aparecer de repente. Decidindo que voltaria para ver os filhos na manhã seguinte, tocou a cicatriz em suas costas e percebeu que não doía mais ao se deitar.

Ao mostrar seu braço e pescoço para Tommy, temeu que ele visse as cicatrizes nas costas e percebesse que seu desaparecimento estava relacionado a Anthony, já que os sequestradores não teriam causado aquelas cicatrizes. Mas, teve sorte dele não ter notado nada. Quanto aos "sequestradores", Anthony cuidaria de tudo, e ninguém duvidaria do que ela dissesse.

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Tommy voltou para o carro, pensativo, considerando se havia interpretado errado e se o desaparecimento de Anne realmente não tinha nada a ver com Anthony, como alegavam.

Se os dois tivessem estado juntos, deveria haver algumas marcas no corpo de Anne. Anthony tinha vindo para a área depois que a jovem retornou, o que significava que ele não estava desistindo dela. Se fosse esse o caso, o que poderia estar fazendo durante o tempo em que ela esteve desaparecida? O homem sentia que havia mais na história, mas não tinha provas para apoiar sua teoria.

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— Anne já me ligou. Essa garota vai ser a minha morte. Nunca me sentirei segura se ela não estiver por perto! — Disse Sarah.

— Ela está bem agora. Não se preocupe — Nigel a consolou.

Sarah suspirou.

— Você não saberia disso, mas perdi muito peso. Não conseguia comer nem dormir... Foi horrível, Nigel. Inclusive, quando você vem me visitar? Anne não pode vir aqui, e só posso contar com você. Me sinto muito insegura... — Ela começou a soluçar.

— Eu sei... — Nigel tinha a intenção de visitá-la em breve também. Ele sabia que Sarah estava preocupada com Anne e sentiu que era normal ir até lá para confortá-la. Então, ouviu uma batida na porta e Dorothy entrou.

— Ainda trabalhando? —

Quando Sarah ouviu a voz de Dorothy, em vez de tentar provocar ciúmes, desligou sem dizer mais nada. Enquanto outros poderiam considerar isso covardia, foi apenas um pequeno truque de Sarah. Dorothy observou enquanto Nigel colocava o telefone na mesa e perguntava com um sorriso:

— Por que você desligou assim que entrei? Te incomodei? —

— Nada. Por que você não está dormindo? Aconteceu alguma coisa errada? —Nigel voltou a atenção para os documentos à sua frente.

— Achei que você deveria poder descansar em paz, agora que Anne foi encontrada. Realmente vocês dois são muito parecidos. Trabalham demais! — Dorothy reprimiu suas suspeitas e sorriu com resignação.

— Bianca pode voltar para cá se ela não estiver acostumada a viver na Mansão Real. —

— Sim. Tudo o que Anthony conhece é trabalho, então ele está fadado a negligenciar Bianca. Vai ser muito solitário ser sua esposa! — Dorothy suspirou dramaticamente.

Nigel mordeu a língua e permaneceu em silêncio.

— Quanto tempo mais isso vai demorar? — Ela perguntou.

— Não muito mais. Mas, você deveria ir dormir primeiro. —

— Claro. — Dorothy deixou a sala de estudo obedientemente, sua expressão escurecendo assim que a porta se fechou atrás dela.

“Com quem ele estava ao telefone? Definitivamente não é sobre trabalho. Por que outro motivo ele desligaria assim que eu entrasse?” Ela pensou.

A verdade era que Nigel estava escondendo algo de Dorothy. Ele tinha informações sobre o sequestro de Anne que preferia não compartilhar com sua esposa. Não que quisesse esconder dela, mas sabia que Dorothy tinha uma ligação próxima com Anthony e temia que isso pudesse atrapalhar a investigação.

Ele se sentou em sua mesa, olhando para os documentos, mas sua mente estava longe dali. Estava preocupado com Anne e, ao mesmo tempo, sentia-se dividido entre sua lealdade a Dorothy e o dever de resolver o caso de forma justa.

Enquanto isso, na Mansão Real, Bianca estava sentada no sofá, inquieta e ansiosa. Ela não conseguia parar de pensar em Anne e na possibilidade de ela estar com Anthony naquelas horas da noite. Decidiu que não podia mais esperar e, com o coração acelerado, pegou as chaves do carro e dirigiu-se ao apartamento de Anthony.

Ao chegar lá, ela parou o carro e olhou para o prédio. A dúvida a consumia, mas a preocupação era maior. Sabia que precisava confrontar Anthony, mas também temia o que poderia descobrir. Respirando fundo, subiu as escadas e bateu na porta de Anthony com determinação. O coração batia forte em seu peito, ela esperava desesperadamente que Anne não estivesse ali e que sua intuição estivesse errada.

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