O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 504

— Ele não vai fazer isso! Estou aqui! — disse Bianca.

Enquanto isso, Nigel se vestiu rapidamente, desceu de novo as escadas, passando pela sala antes de sair. Não olhou para nenhuma das duas.

— Aonde você está indo? — Dorothy perguntou ansiosamente.

Ele não respondeu, nem parou de andar. Logo, abriu a porta da frente da mansão e elas ouviram o som do motor do carro.

— Ele vai encontrar Sarah? Ele está... — Dorothy estava prestes a sair correndo, mas Bianca a impediu.

— Não vá! —

— Por que não posso? Ele vai nos deixar... — Ela começou a chorar em desespero.

— Papai está furioso. Você acha que pode detê-lo? Tudo o que ele pensa agora é em Sarah, a vítima! — O olhar de Bianca era implacável. — Escute aqui, não importa o que aconteça, eu não vou deixar o papai se divorciar de você! —

Dorothy sentiu-se consolada ao ouvir isso.

— Bianca, você é tudo que me resta. Se você não existisse, seu pai não ia mais me querer. —

— Como posso deixar Sarah e Anne terem uma vida fácil? Ninguém pode tirar o que é meu! — Bianca cerrou os dentes, desejando poder rasgar as rivais em pedaços!

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De volta ao hospital em Santa Nila, uma construção imponente de vários andares, com janelas amplas que permitiam a entrada de luz natural. O movimento era intenso de pessoas percorrendo os corredores, com enfermeiras apressadas, médicos vestidos de branco e pacientes sendo conduzidos em macas.

Anne chegava apressada à sala que a mãe estava e pedia para a enfermeira descansar. Então, se sentou ao lado da cama do hospital e agarrou a mão da mãe. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, não conseguiu manter a postura e desatou a chorar, soluçando.

— Mãe, quando você vai acordar? Me desculpe... eu sou tão inútil que não consegui lidar com elas... —

Sarah ainda não respondia. Ela não podia sentir a dor de Anne. A dor da jovem era só dela... estava sozinha, no final. Então, com esse pensamento, a mãe dos trigêmeos apenas ficou deitada na beira da cama, sem beber ou comer. Em pouco tempo, ela adormeceu num sono profundo

Quando Nigel chegou, viu Anne dormindo e as marcas de lágrimas no seu rosto. Era óbvio que ela havia chorado até dormir. Se sentiu culpado por conta disso e não queria que filha tivesse daquele jeito, principalmente considerando que tinha parte da culpa em ter envolvido Sarah naquilo.

Então, tirou o casaco e colocou sobre ela. Como era um sono agitado, Anne acordou rapidamente e ficou chocada ao encontrá-lo ao seu lado.

— Pai? — Sua voz era de sono ainda

— Eu te acordei? Você deveria estar dormindo no quarto ao lado, senão suas pernas vão ficar dormentes se dormir aqui — disse Nigel.

Anne perguntou:

— Você já dormiu aqui antes? —

Nigel pareceu estranho e mudou de assunto:

— Você já comeu? —

— Sim — Mentiu Anne, principalmente porque não tinha apetite. Ela percebeu que Nigel parecia exausto, então perguntou:

— Você não comeu nada, certo? —

— Eu comi um lanche rápido no caminho para cá, então não estou com fome. — Nigel olhou para Sarah, que estava inconsciente, sentindo-se deprimido com toda a situação. Ela havia se machucado por sua causa, e ele deveria ter se mantido afastado dela... No entanto, não pôde deixar de vir vê-la.

— Papai, você não precisa estar aqui. Eu realmente não me importo com meu trabalho, mas o seu negócio é importante — disse Anne. Ela não tinha muitas preocupações, exceto por seus filhos. Além disso, era fácil para ela ir e voltar com o helicóptero.

— Eu tenho pessoas cuidando do negócio, então não se preocupe com isso. —

Nigel olhou mais uma vez para Sarah, demoradamente. Ele lembrava que reservou um tempo para procurar o médico e obter mais informações sobre a situação. No entanto, o médico apenas disse que ainda teriam que esperar Sarah acordar, e a resposta seria a mesma, mesmo que contratasse outros especialistas. Então, não tinham muitas opções no momento, o que restava era ter paciência e resiliência

Ao retornar para a enfermaria, Nigel perguntou:

— Você pagou a conta do hospital? —

Anne franziu os lábios e assentiu. Como não tinha dinheiro para cobrir as caras despesas médicas, ela admitiu:

— Peguei dinheiro emprestado de Bianca. —

— De Bianca? —

— Eu disse a ela que se não me emprestasse, eu pediria ajuda a Anthony. Pai, me desculpe. Eu sei que não foi uma escolha sensata... mas vou pagar assim que mamãe acordar! —

— Bianca foi mimada por mim. Ela sofreu quando era criança, mas comparado a você, isso não foi nada — disse Nigel com uma expressão séria. — Vocês são irmãs e eu quero que vivam em harmonia. Afinal, vocês duas são minhas filhas. —

Anne compreendeu o pensamento de Nigel.

— Eu entendo. — Para ela, Bianca era insuportável, mas estava disposta a ir longe pelo bem do pai.

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