O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 523

— Há outra boa notícia. —

Anne olhou para o rosto indiferente de Anthony, que estava a encarava de cima, e realmente não conseguia ver como ele teria algo a ver com boas notícias.

— Sua mãe... acordou. —

Anne ficou atordoada. Sua mãe tinha acordado?

— Sério?! É verdade?! — Ela se animou. — Quando ela acordou? —

— Dois dias atrás. —

Anne se sentiu muito melhor, porque era mesmo uma boa notícia. Não era de se admirar, entretanto, que a expressão de Anthony não parecesse muito boa. Esta também foi a primeira vez que a moça ouviu falar de um assunto bom relacionado a sua mãe sair da boca do magnata.

— Você está feliz, é? — A mão de Anthony ainda estava demorando em seu pescoço e fez aquele pedaço de pele ficar um pouco vermelho. — Que volátil. —

Anne evitou o olhar dele por um momento e perguntou:

— Posso ligar para minha mãe? —

— Não. — Anthony a soltou e se endireitou.

— Por que não? É só uma ligação. Ela certamente vai me procurar, agora que está acordada. Ela não acharia estranho se não pudesse me encontrar? — Anne queria se sentar.

— Porra! — Anthony deu um passo à frente e imediatamente a imobilizou. Ele se moveu tão rápido que ela nem teve tempo de reagir. — Não se mexa! —

Anne piscou duas vezes e esqueceu de dizer qualquer coisa por um momento.

— Você está sob meu controle em Luton. O que há de tão estranho nisso? —

— Mas eu normalmente costumo ligar para ela... —

— Vamos conversar sobre isso mais tarde. —

— Mas... — Assim que Anne abriu a boca, ela recebeu um olhar aterrorizante do demônio, o que a fez engolir suas palavras imediatamente.

Ouviu-se uma batida na porta e Kathryn entrou com comida nas mãos. Anne sabia que a médica tinha uma posição altamente respeitada, mas ela estava fazendo coisas triviais como servir chá e comida para outras pessoas. Isso mostrou o quão alto e poderoso era o Anthony que ela estava enfrentando. Talvez, também, fosse porque conhecia o homem desde que eram apenas crianças, então nunca esteve tão ciente da distância entre eles. A profissional estava se preparando para alimentar Anne quando Anthony disse:

— Pode deixar aí. —

Kathryn ficou atordoada por um momento, mas saiu depois que entendeu o que ele quis dizer. Assim, o homem sentou-se na beira da cama e alimentou Anne com uma colher, parecendo ser muito paciente. A acamada, entretanto, preferia que Kathryn a alimentasse, então se sentiu muito estressada com aquela situação. Ela não comia muito, e ele parou de alimentá-la depois que serviu metade da comida. Afinal, a moça não consumira nada nos dois dias anteriores, então precisava ir com calma.

— Você realmente não pode me deixar fazer uma ligação? — Perguntou Anne enquanto puxava fracamente a camisa de Anthony antes de ele se afastar.

O magnata virou o rosto. Suas feições eram afiadas e seus olhos negros encontraram aquele par de olhos suplicantes. A moça franziu os lábios, retraiu a mão e a escondeu sob os lençóis, então o homem levantou-se. Justamente quando a jovem já se sentia desesperançosa e muito magoada, um telefone foi jogado ao seu lado.

— Três minutos. —

Anne sentiu-se feliz e, quando levantou a cabeça, o carrasco já havia saído da enfermaria. Ela pegou o telefone, mas não sabia de quem era, porque parecia novo e era de cor branca. Não parecia o aparelho que Anthony costumava usar, que, em sua memória, era completamente preto. Além disso, como o homem poderia deixá-la usar seu telefone para ligar para Sarah? De jeito nenhum!

***

— Por que o telefone de Anne estaria desligado? Algo poderia ter acontecido? Foi exatamente assim da última vez. Se Dorothy não tivesse me ligado, eu não saberia que Anne foi sequestrada. — Sarah aproveitou o tempo em que Nigel não estava por perto e secretamente pegou seu telefone.

No entanto, quando ela ligou para a filha, soube que o aparelho estava desligado. Por que o telefone dela estaria desligado? Isso era mesmo estranho! Nigel, no entanto, só conseguia explicar a ela várias vezes:

— Nada aconteceu! Até liguei para ela ontem. Talvez ela não esteja de bom humor, então desligou o telefone. —

— Eu não acredito nisso! A vida de sua mãe estava por um fio enquanto estava em coma, então como Anne poderia desligar o telefone apenas por não estar de bom humor? Não é do feitio dela! — Sarah não era tão fácil de enganar.

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