O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 739

Anne ficou um pouco surpresa, mas imaginou que fosse alugado. De qualquer maneira, seria a primeira vez que ela viajaria em um iate, um luxo comum para pessoas com muito dinheiro. Com toda certeza não era algo que uma pessoa com a renda como a da moça costumasse viver.

— Mamãe, vamos logo para o barco! — Charlie gritou.

Anne sorriu e estava prestes a acompanhar os filhos, quando seu telefone tocou. A moça imaginou que seria uma ligação do trabalho, mas a ligação era da doutora Brown. 'Meu Deus! O que será que aconteceu?'. A moça, então, se afastou para atender a chamada.

— Alô?! —

— Senhorita Vallois, sua mãe caiu na enfermaria, enquanto visitava seu pai... Ela sofreu um ferimento na cabeça. —

— O quê?! — Anne levantou seu coração.

— Não se preocupe, já foi resolvido. Se trata apenas uma leve concussão e ela precisa descansar um pouco. —

— Vou aí ver isso agora! — Anne desligou o telefone e olhou para Anthony. Olhando para os trigêmeos, a moça não suportou dizer que estava indo embora. Não era sempre que tinham chances de sair para se divertirem juntos. Cautelosa, a mulher se aproximou de Anthony e disse em voz baixa: — Por que você não leva as crianças para ver o mar sozinho? Tenho algo para fazer e talvez não consiga ir. —

— Qual é o problema? — Os olhos negros de Anthony a fitaram.

— Minha mãe caiu na enfermaria e sofreu uma leve concussão. Tenho que voltar e dar uma olhada. — Depois que Anne terminou de falar, ela olhou nervosa para o magnata, com medo de que ele não concordasse. Se a situação piorasse, a moça se forçaria a acompanhar os quatro na viagem, mas, de certo, ficaria muito inquieta durante o trajeto, o que seria inconveniente.

— Levem as crianças para o iate. — Anthony ordenou aos guarda-costas.

Os brutamontes, que assumiam uma postura generalizada muito mais amigável com as crianças, foram até o iate com os trigêmeos nos braços.

— Venham rápido, papai e mamãe! — Chloe ainda chamava.

Encarando os olhos de Anthony, Anne atestou sua desconfiança:

— Você não quer me deixar ir embora, não é? —

— Tem médicos e enfermeiras lá. Sua presença vai mudar o quê? — Anthony voltava a vestir a máscara da crueldade e estupidez.

Anne sabia que as crianças ficariam tristes, mas sua preocupação com sua mãe não poderia ser evitada.

— Mas ela é minha mãe... Você leva as crianças e se diverte, estarei disponível na próxima, está bem? —

— Venha com as crianças ou não haverá próxima vez. — Anthony a chantageou, revelando a covardia de outrora, o que fez a moça baixar o olhar.

— Anthony, preciso ver minha mãe. — Anne declarou e, sem levantar o rosto, virou-se para sair

O rosto de Anthony ficou sombrio, então o magnata atacou onde doía mais:

— Começo a me perguntar se você se preocupa com seus filhos. A última vez que você deixou os três aqui para viajar para o exterior sem avisar a ninguém, agora você simplesmente os decepcionaria?! Você não se importa tanto assim, não é?! —

Anne tentou explicar com a maior calma possível:

— Meu pai está agora em estado vegetativo, e não sei se ele vai acordar. Se minha mãe sofrer outro acidente e piorar, o que vou fazer? Anthony, eu me preocupo muito com meus filhos, e sei que posso deixar os três aqui porque você está aqui e vai cuidar deles, não vai? Minha mãe só tem médicos e enfermeiras ao lado dela. Como posso fechar os olhos sendo sua única filha? Se os meus filhos soubessem disso, o que acha que eles pensariam de mim? Eu devo dar um bom exemplo, não acha? —

A expressão de Anthony era fria e seus olhos escureceram, mas precisava reconhecer que a mulher tinha razão no que dizia.

— Certo. — O homem disse, tentando manter a pose. — Vou mandar alguém levar você de volta e te vejo aqui amanhã. — Depois de terminar de falar, ele se virou e foi até o iate.

Anne ficou atordoada, sem saber se ele queria dizer que esperaria com as crianças. Assim, pensando que Anthony tomaria as providências adequadas, a moça foi até o carro, e um guarda-costas do magnata a levou de volta.

Mais de uma hora depois, a jovem chegou ao hospital. Depois de entrar na enfermaria, viu Sarah deitada na cama. Era normal que a doutora Brown estivesse ali, mas não conseguia compreender as presenças de Dorothy e Bianca, que se entreolhavam com malícia. O plano das víboras deu certo, afinal.

— Mãe? — Anne caminhou até a cama.

Sarah se encontrava com os olhos fechados e a testa enrolada em gaze.

— Não se preocupe... Ela ainda não acordou, mas só temos que esperar mais um pouco. — Disse a médica.

— O que está acontecendo? Por que ela caiu? Foi por causa do cansaço? — Perguntou Anne, desesperada.

A doutora Brown hesitou por um momento, depois olhou para Dorothy.

— Sinto muito, Anne! — A víbora começou a cena. — Aconteceu quando vim ver Nigel na enfermaria. Quando fui até a cabeceira da cama, dei com o pé na base da maca e esbarrei em sua mãe... A coitada caiu da cadeira e bateu a cabeça no canto da mesa, por isso que estou aqui com Bianca. —

Anne não esperava que fosse esse o caso e de repente ficou desconfiada:

— Ah, então foi um acidente? —

— O que você quer dizer? Você acha que eu a empurrei de propósito? Não me acuse sem provas, Anne! Chega disso! — Dorothy começou a berrar.

A moça, de fato, não tinha provas, mas a situação era fácil de imaginar. Não era difícil desconfiar que as duas megeras teriam feito aquilo de propósito. Só havia um problema: Anne não havia dito a ninguém que iria sair com Anthony e as crianças naquele dia, mas, por coincidência, o suposto acidente impediu que o passeio acontecesse. O magnata não contaria a Bianca que levaria outra mulher para uma saída de iate, certo? Talvez fosse mesmo caso de um acidente, então.

— Se você quiser descobrir a verdade, cooperaremos. — Provocou Bianca.

Anne ficou irritada com a atitude da irmã, porque tanto a pianista quanto sua mãe pareciam tratar, no fundo, a situação como uma conquista. As duas sempre pareciam felizes, de alguma maneira, quando machucavam alguém.

— Se algum dia eu descobrir que vocês estiveram por trás disso... Agora, por favor, saiam. — Ameaçou Anne.

— Vá investigar, então. Não temos medo. — Bianca lançou um olhar de soslaio desdenhoso e saiu da enfermaria com Dorothy.

Depois de ver as duas saírem, Anne perguntou à doutora Brown:

— Lembro que havia uma câmera de vigilância no quarto do meu pai? — A moça se lembrou da câmera, uma medida cautelar típica de Anthony.

— Sim, tem mesmo uma... —

— Eu quero dar uma olhada. —

— Então venha comigo. — A médica chamou, então levou Anne para a sala de monitoramento e exibiu as imagens.

Sarah entrou na enfermaria depois do almoço, enquanto Dorothy e Bianca entraram duas horas depois. Não houve conflito e parecia que as duas foram mesmo visitar Nigel. Cinco minutos depois, Dorothy tombou como se seu pé estivesse preso em algum lugar, o que a teria feito perder o equilíbrio. A moça, contudo, não conseguia entender o porquê, já que, em cena, a posição de Bianca acabava escondendo os pés de sua mãe para o ângulo da câmera. Seria uma coincidência?

— Foi exatamente como as duas disseram. — Concluiu a doutora Brown.

— Caramba... — Anne reagiu, mas com alguma faísca de dúvida.

Anne voltou à enfermaria e viu que Sarah já havia acordado, então correu para a mãe, cheia de preocupação.

— Mãe, como você está?! —

— Anne... — Sarah, ainda um pouco inconsciente, viu a filha e perguntou: — Por que você está aqui? —

— A doutora Brown me ligou e disse que você caiu! Eu fiquei muito preocupada. Você se lembra de como caiu? — Perguntou Anne, já desconfiada.

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