O Trigêmeos do Magnata romance Capítulo 768

— Já que você está grata, por que não se senta para beber comigo? —

Ashlynn conhecia muito bem sua capacidade para beber. Além disso, a moça viu o que Corentin bebia, soube que era algo caro e forte, não algo que ela pudesse beber ou se sentisse confortável para consumir.

— Não é pela bebida... Apenas entenda isso como uma conversa casual. — Corentin pegou um copo vazio e serviu-lhe um pouco de bebida.

— Não encheu demais? — Ashlynn sentou-se e perguntou:

— É só uma dose. O ideal é virar num gole só. —

Ashlynn ergueu e virou o copo, mas a bebida era tão forte que a moça sentiu a garganta queimar. Enquanto absorvia a sensação, seus olhos até lacrimejaram.

— Nossa! —

Os olhos escuros de Corentin fitaram-na e ele serviu-lhe mais meio copo.

— Senhor Lloyd? —

— Você não pareceu ter problema com a dose, por isso botei mais. —

Ashlynn, na verdade, só queria terminar a bebida e ir embora, por isso virou o copo. Obviamente, Corentin não via nisso um motivo para encerrar a conversa. A moça, contudo, olhou para a bebida diante de si e não tomou outro gole.

— Eu já fui casado, sabe? — O homem soltou, inesperadamente.

Ashlynn ficou atordoada, então o encarou com desconfiança. O homem não parecia ter idade o suficiente para já ter se divorciado, e também não havia qualquer menção a um antigo casamento em meio a suas histórias até então.

— Aconteceram umas coisas e, no final, nos separamos. — Corentin mexeu suavemente a bebida no copo e sua atenção se concentrou no álcool que girava.

— Ah, separações costumam ser difíceis... — Ashlynn não queria ouvir a história do casamento do homem, mas sentia que precisava se sentar lá e ouvir, como se fosse pressionada a isso.

— Você não está curiosa? — Corentin a encarou.

Claro que ela não estava nem um pouco curiosa. Os dois nem se conheciam e eram pessoas de mundos completamente distintos. Corentin não tinha qualquer motivo lógico para lhe contar uma história pessoal.

— Este é um assunto pessoal seu... Não seria minha intenção perguntar. — A moça foi sincera, ao passo que Corentin a encarou com firmeza, como se seu olhar fosse ver através da alma. Ashlynn olhou para baixo, sentiu-se nervosa e então se levantou. — Senhor Lloyd, acho que eu deveria voltar agora. Onde estão os pertences da senhorita Vallois? Vou levar de volta. —

— Eles estão no quarto dela... Venha, vou te mostrar. — Corentin se levantou, depois de uma esticada nas pernas, mas seu corpo tremeu e caiu na direção de Ashlynn.

— Senhor Lloyd! — Ashlynn levantou a mão inconscientemente.

Corentin usou uma das mãos para se apoiar na parede atrás da moça, mas só conseguiu se estabilizar. O homem acabou a apenas alguns centímetros de Ashlynn, que olhou para o homem que estava com a cabeça baixa na frente dela. A moça sentiu o coração bater forte, nervosa com a proximidade.

— Senhor Lloyd, você está bem? — Ela perguntou.

— O que você acha? — Corentin ergueu a cabeça e perguntou, mas antes que a moça pudesse responder, um lenço branco cobriu as narinas dela.

Um cheiro forte invadiu o esôfago da jovem desprotegida, que, antes de desmaiar, viu um par de olhos hostis sem aqueles óculos. Ashlynn entrou em pânico. 'O que aconteceu? Isso é um pesadelo? Estou tendo um pesadelo?', sua mente se perguntou por um segundo. Aquele par de olhos apareceu inúmeras vezes em seus sonhos, então aquilo poderia ser, de fato, uma repetição de um velho pesadelo.

***

Ashlynn acordou, virou-se freneticamente e viu Corentin atravessando o quarto. O homem continuava sem óculos. A moça recuou inconscientemente e desceu da cama em que estava pelo outro lado.

— Senhor Lloyd... —

Corentin não olhou de volta para a convidada, apenas se virou para a parede e apontou para uma grande moldura pendurada.

— Uma foto do meu casamento... Gostaria de dar uma olhada melhor? —

Ashlynn olhou para onde o homem apontou. Na verdade, um véu cobria a moldura, impedindo que a imagem por trás fosse vista facilmente.

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