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O ÚLTIMO BEIJO... ANTES DO DIVÓRCIO romance Capítulo 10

Era tarde, tarde demais para dar marcha ré. Quaisquer que fossem as culpas ou os medos que o caçador carregava nas costas, já não havia como parar aquilo — e os dois sabiam.

Chelsea gemeu contra sua boca sem conseguir evitar. Sua pele vibrava sob o calor dele, o sangue se descontrolava nas veias e apesar de estarem completamente colados, sentia que não era suficiente.

— Droga, até eu estou com febre…! — arfou, porque era exatamente assim que se sentia.

Chelsea gemeu quando sentiu aqueles beijos descendo pelo pescoço, as mãos sobre seus seios e aquelas carícias que cheiravam a desespero, como se a fome que ele havia sentido por ela durante aqueles dias tivesse despertado o predador que havia nele.

Carter acariciou e beijou cada centímetro da sua pele enquanto a despia, como se quisesse que aquele momento nunca terminasse. Sentia-se completamente vulnerável, se deixando levar pelas sensações que aquela mulher despertava nele, mas também ansiava por isso. Como um castigo necessário para sua cordura.

Se levantou diante dela e Chelsea mordeu o lábio inferior enquanto ele tirava a roupa com movimentos lentos. Os músculos eram definidos e tensos, pra passar a língua até o infinito e mais além. Suas mãos percorreram desde o pescoço até o ventre dela e tirou a calça num segundo, fazendo-a respirar pesadamente.

— Quer que eu seja mais delicado? — perguntou ele, e Chelsea o olhou nos olhos.

— Não temos tempo pra isso…

E talvez fosse verdade, ou talvez não, mas ele pensava diferente.

— Eu me encarrego do tempo — rosnou, devorando sua boca.

A precisava de tal forma que qualquer tentativa de ir mais devagar o colocava à beira do colapso. Bastavam alguns beijos daquela mulher para ele perder o controle, para sentir que seu corpo reagia com uma urgência quase dolorosa. Uma das suas mãos se infiltrou entre os dois e Chelsea deixou escapar um som entre gemido e suspiro quando o sentiu roçar com suavidade o ponto mais sensível da sua intimidade.

Um tremor a percorreu inteira, sua voz se partiu entre respirações irregulares, enquanto o desejo crescia em seu ventre como uma corrente imparável. E então não houve ordem, nem contenção — só caos entre eles. Arfadas que se misturavam, beijos famintos, pele úmida, mãos que não encontravam espaço suficiente para tocar, bocas que queriam mais do que conseguiam tomar.

— Me diz que você quer isso! — rosnou ele desesperado enquanto sugava uma das aréolas rosadas com um suspiro de prazer. A sentiu se contrair enquanto enfiava dois dedos dentro dela e os movia como se tentasse arrancar um prazer muito antigo.

— Espera!... O quê...? Carter! — girou ela, sentindo como aquele chicotaço de desejo se concentrava em seu ventre com ferocidade. Jamais havia sentido algo assim — e não era como se nunca tivesse experimentado um orgasmo antes, mas aquilo era diferente.

O sentiu descer devagar, e sua respiração se deteve diante da forma como ele percorria seu corpo nu com os olhos, e quando sentiu sua boca no seu sexo soube que estava prestes a alcançar um novo nível de loucura que jamais havia imaginado.

Carter lambia, sugava e saboreava enquanto seus dedos brincavam no clitóris e dançavam dentro dela, fazendo-a se contorcer de prazer.

— Por favor… — suplicou ela, sentindo como seu corpo ardia de desejo.

— Não se atreva a se mexer! — ordenou ele, mantendo-a tensa e faminta. — Você não tem permissão — disse enquanto massageava com força sua vagina úmida. — Só eu posso dizer quando.

E esse era o perigo — ela não se deixava mandar e ainda assim estava tragicamente atenta àquele sinal dele.

AMOR EM TERRAS SELVAGENS.  CAPÍTULO 10. Permissão 1

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