Os olhos de Julie Ann iam esbugalhados de Henry até os gerentes, e do outro lado do pequeno corredor da audiência, a Rebecca só faltavam as pipocas. Porque valia a pena o show!
— Senhora... Sheppard? — murmurou Henry e a pergunta tinha um tom de acusação que não podia evitar.
Não era que não pensasse em transformá-la em sua esposa, afinal a amava, era a mãe do seu filho... mas isso era diferente de que tivesse assumido uma identidade que ainda não era dela ou que usasse o cartão de Rebecca.
Mas não havia tempo para elucubrações, porque ao que parecia John Anders se parecia com o juiz nisso de querer resolver as coisas. Sentou todos os gerentes de um lado como se fossem um júri, e sem perder tempo os interrogou todos de uma vez.
— Por favor, seu nome e ocupação — pediu o advogado com voz grave e pausada.
— Richard Sutten, gerente geral da Joias Imperial — respondeu o primeiro homem, com um toque de orgulho.
— Wester Hollimay, CEO da filial da Ferrari na América — disse outro e como eles os demais foram se apresentando.
Henry não tinha ideia de que fios o advogado de Rebecca tinha movido para reunir todos aqueles homens no mesmo lugar, mas sua identidade não podia ser discutida.
— Senhor Sutten, o senhor reconhece essa pessoa? — perguntou o doutor, fazendo um gesto para Rebecca se levantar.
O homem a olhou com atenção e negou.
— Não, jamais vi a senhorita.
— E o senhor, senhor Hollimay? — insistiu Anders.
— Não, não a conheço.
Outras cinco respostas negativas despertaram os murmúrios da audiência antes que Rebecca voltasse a se sentar.
— Senhor Sutten, reconhece este recibo? — perguntou Anders, mostrando-lhe um documento, e o gerente o revisou com paciência.
— Sim, claro — respondeu sem vacilar. — É de uma compra na nossa loja, há uns meses. Uma pulseira de esmeraldas.
Rebecca se jogou para frente com gesto teatral e Henry seguiu seu olhar para ver a pulseira no pulso da sua irmã Chelsea.
Viu sua irmã ficar vermelha como um morango, e ao seu lado Julie Ann se mexeu nervosa no assento, apertando as mãos sobre o colo, tão forte que os nós dos dedos ficaram brancos.
— Poderia nos dizer com que cartão foi feito o pagamento? — continuou Anders.
— Com o cartão que os Sheppard sempre usam para suas compras — apontou o advogado tirando sua própria fatura da empresa. — Este aqui.
— Muito obrigado — sorriu o advogado mostrando a fatura ao juiz, que é claro coincidia com o cartão de Rebecca. — Quer dizer em voz alta em nome de quem está esse cartão?
O gerente franziu a testa sem entender tantas perguntas, mas não demorou para responder.
— Claro, o cartão está em nome da senhora Sheppard.
Um murmúrio escapou entre os presentes e Anders não perdeu tempo.
— Por favor, senhor Sutten, seria tão amável de apontar para a senhora Sheppard nesta sala? — pediu.
O gerente virou lentamente a cabeça e, sem titubear, estendeu o braço em direção a Julie Ann.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O ÚLTIMO BEIJO... ANTES DO DIVÓRCIO
NUNCA, MAS NUNCA mesmo uma mulher com caráter voltaria com este homem escrito. Depois de ir para cama, transar por a boca em n lugares de uma puta? JAMAIS tocaria ou chegaria perto de mim...e com está família de ladrões, mentirosos, etc? Eu quereria distância, e melhor ainda NUNCA ter me tocado? Com certeza livramento......
Esse romance está com problemas nas páginas, trava ele só consegue chegar nas páginas seguintes pulando capítulos...
Sinceramente? Uma mulher, principalmente, ou homem com dignidade sairia e JAMAIS voltaria... dignidade acima de TUDO. Homem ou mulher que não respeitam os votos matrimônios não merecem respeito e chance....
Mas para passar para o capítulo seguinte agora aparece sempre a mesma página que temos que desbloquear com 7 moedas????? É brincar com as pessoas......