As notícias sobre os preparativos do casamento tomaram a cidade feito fogo em palha seca. Não tinha revista de fofoca, portal digital ou programa matinal que não falasse da união entre Camilo Marshant e Stacy Markis. As fotos da loja de vestidos, os rumores sobre o salão escolhido e as especulações sobre o cardápio enchiam páginas inteiras.
E, claro, não demorou pra surgirem as perguntas inevitáveis.
"E a noiva anterior?"
"O que aconteceu de verdade com o término?"
"Foi ele quem a deixou?"
Os tabloides se alimentavam de cada insinuação. Inventavam teorias, reconstituíam cenas que jamais tinham presenciado e pintavam Seija como a mulher que não soube dar valor ao que tinha. Camilo lia algumas manchetes com o cenho franzido, sem saber se ria ou rasgava o jornal em pedaços.
No entanto, todo aquele circo midiático foi deixado de lado de uma hora pra outra quando uma notícia muito mais grave sacudiu a cidade: o sequestro do bebê de Henry e Rebecca.
A angústia coletiva foi imediata. As câmeras que antes farejavam detalhes de arranjos de mesa e flores importadas agora cercavam a mansão de Henry. Por horas o caos foi total. No final, o resgate do pequeno aconteceu deixando algumas mortes pelo caminho — e embora, felizmente, nenhuma fosse de alguém querido, o susto deixou todo mundo abalado.
Camilo esteve lá, como amigo, como apoio, como se supunha que deveria ser. E mesmo assim, até num momento tão extremo, percebeu algo que doeu mais do que estava disposto a admitir: nem em meio àquele inferno Seija deixou que ele se aproximasse pra confortá-la.
Ela se manteve firme, concentrada em Rebecca, no bebê, em tudo menos nele.
Alguns dias depois, quando a situação já havia se acalmado, Camilo voltou à mansão. Foi conversando com Henry pelo caminho, tentando fingir que uma parte dele não estava destruída.
— Como o bebê tá hoje? — perguntou enquanto cruzavam o jardim.
— Mais tranquilo — respondeu Henry. — A Rebecca não larga ele nem pra respirar.
Entraram na casa e o murmúrio suave do interior os envolveu. Camilo foi direto à sala esperando ver o bebê… e parou de repente.
Ali, perto do sofá, estava Seija, segurando a criança nos braços com uma ternura que apertou o peito dele. Falava em voz baixa, quase sussurrando, enquanto Rebecca a observava com um sorriso cansado.
Seija ergueu o olhar e seus olhos se cruzaram com os de Camilo. Por um segundo ninguém falou, o ar pareceu ficar mais pesado, e ela foi a primeira a quebrar o silêncio. Inclinou-se e beijou a testa do bebê.
— Volto outro dia, campeão — murmurou com carinho antes de entregá-lo a Rebecca e pegar o casaco do encosto da cadeira.
Depois procurou a bolsa com movimentos tranquilos, quase mecânicos, mas Camilo reagiu e deu um passo à frente.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O ÚLTIMO BEIJO... ANTES DO DIVÓRCIO
NUNCA, MAS NUNCA mesmo uma mulher com caráter voltaria com este homem escrito. Depois de ir para cama, transar por a boca em n lugares de uma puta? JAMAIS tocaria ou chegaria perto de mim...e com está família de ladrões, mentirosos, etc? Eu quereria distância, e melhor ainda NUNCA ter me tocado? Com certeza livramento......
Esse romance está com problemas nas páginas, trava ele só consegue chegar nas páginas seguintes pulando capítulos...
Sinceramente? Uma mulher, principalmente, ou homem com dignidade sairia e JAMAIS voltaria... dignidade acima de TUDO. Homem ou mulher que não respeitam os votos matrimônios não merecem respeito e chance....
Mas para passar para o capítulo seguinte agora aparece sempre a mesma página que temos que desbloquear com 7 moedas????? É brincar com as pessoas......