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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 188

Henrique também prestou depoimento durante horas. Apesar de seu histórico e das suspeitas envolvendo suas atividades ilícitas, a investigação não encontrou qualquer indício de que ele soubesse que Viviane era, na verdade, Angelina Santos ou de que tivesse participado da suposta morte da verdadeira Viviane.

Como não havia provas que justificassem sua prisão, tampouco denúncia formal pelos demais crimes que todos suspeitavam que cometesse, Henrique foi colocado em liberdade no mesmo dia.

Antes de deixar a delegacia, porém, foi formalmente advertido de que não poderia sair da cidade sem autorização judicial. Seu passaporte foi apreendido e ele permaneceu sob monitoramento, tornando-se peça importante para o andamento das investigações.

Henrique estava prestes a deixar a delegacia, ao sair da sala de interrogatório com passos lentos. A expressão cansada e abatida contrastava com a postura confiante que costumava exibir.

Assim que atravessou a porta, deu de cara com Eduardo e Leonardo. Por um instante, os três permaneceram em silêncio.

Henrique respirou fundo antes de quebrar o silêncio.

— Eu sei que vocês não têm motivos para acreditar em mim... mas eu não sabia de nada.

Eduardo o encarou sem demonstrar qualquer reação.

— Não fazia ideia de que aquela mulher era outra pessoa. Conheci a Viviane depois do seu acidente. Na época, nós dois tentávamos aplicar golpe um no outro, que irônico. — Henrique sorriu de lado. — Quando descobrimos isso, acabamos nos ajudando.

Leonardo revirou os olhos e deu uma risada de desdém

— E você acha que isso melhora a sua situação?

Henrique soltou uma breve risada, sem qualquer humor.

— Não. Só estou dizendo a verdade.

Seus olhos voltaram para Eduardo.

— Eu aceitei participar. Entrei no plano de afastar você de Helena tentando conquistá-la... não vou negar isso. Mas nunca consegui fazer aquilo direito… ela nunca me deu chance e…

Eduardo permaneceu em silêncio, observando-o, mas seu maxilar enrijeceu seus olhos se tornaram mais sombrios.

Henrique abaixou a cabeça por um instante.

— Também porque ela não merecia. — Henrique fez uma pausa. — Quanto mais eu a conhecia, mais percebia que Helena era uma mulher íntegra. Em vários momentos pensei em abandonar tudo. Eu só não imaginava que estava lidando com alguém capaz de construir uma mentira daquele tamanho.

Leonardo deu um passo à frente.

— Isso não o isenta, você ainda aceitou participar.

Henrique assentiu lentamente.

— E vou responder por isso, se tiver que responder. Mas nunca participei de assassinato, nunca soube que existia uma outra Viviane e jamais imaginaria que aquela mulher fosse capaz de chegar a esse ponto.

Ele olhou mais uma vez para Eduardo.

— Pode me odiar pelo que eu fiz. Você tem esse direito. Só não coloque nas minhas costas um crime que eu nunca cometi.

Sem esperar qualquer resposta, Henrique passou pelos dois e seguiu em direção à saída.

Eduardo o acompanhou com o olhar, sem dizer uma única palavra. Depois de alguns segundos, Leonardo quebrou o silêncio.

— Acha que ele está falando a verdade?

Eduardo continuou observando Henrique se afastar.

— Acho que ele é um golpista. Mas também acho que ele não mentiu.

Depois de uma última conversa com o delegado, que deixou claro que as chances de Angelina responder ao processo em liberdade eram praticamente nulas, Eduardo e Leonardo deixaram a delegacia.

Ao chegarem ao estacionamento, Eduardo parou ao lado do carro e se voltou para o irmão.

— Quando pretende voltar para casa? Papai e mamãe vão ficar muito felizes em ver você.

Leonardo soltou um longo suspiro, como quem finalmente se libertava de um peso carregado por anos.

— Agora eu posso voltar de cabeça erguida. Passei tanto tempo longe... que, para ser sincero, até sinto um pouco de medo.

Eduardo percebeu o brilho nos olhos do irmão. Havia alívio, mas também culpa, saudade e a esperança de recomeçar. Aquela mistura de sentimentos despertou nele uma emoção que há tempo estava adormecida.

Os dois permaneceram em silêncio por alguns instantes.

Então, sem conseguir se conter, Leonardo deu um passo à frente e envolveu Eduardo em um abraço apertado.

Surpreso, Eduardo ficou imóvel por um breve momento. Abraços nunca fizeram parte de sua forma de demonstrar afeto. Mas, aos poucos, ergueu os braços e retribuiu o gesto.

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