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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 208

Ao chegarem em casa, assim que o carro parou, Eduardo desceu rapidamente. Antes mesmo que Nelson pudesse contornar o veículo, ele já havia aberto a porta para Helena.

Por um instante, ela apenas o olhou. Não havia fotógrafos ou convidados. Não havia ninguém diante de quem precisassem representar. Ainda assim… Eduardo estendeu-lhe a mão.

Ela segurou a mão estendida e saiu do carro.

— Obrigada. — Disse ela e seus olhos encontraram como de Eduardo.

Helena não encontrou frieza naquele olhar, havia alguma coisa diferente, algo que parecia lutar para nascer e que o próprio Eduardo tentava esconder.

As mãos de Eduardo estavam aquecidas. Quando seus dedos se tocaram, Helena sentiu um estremecimento percorrer seu corpo e acabou soltando a mão dele depressa demais.

— Está com frio? — Perguntou ele a voz baixa e rouca.

— Um pouco. — Foi sua resposta num fio de voz.

— Vamos entrar.

Os dois caminharam lado a lado em direção a casa e subiram os degraus, assim que entraram Eduardo foi direto ao bar. Ele já havia bebido bastante naquela noite e Helena nunca o viu exagerar.

Ela ficou apenas observando as costas dele se servindo de uma generosa dose, ele bebeu um gole, mas não se virou.

Helena ficou imóvel sem saber o que fazer. Por fim, achou que Eduardo queria ficar sozinho.

— Eu vou subir. Boa noite.

Eduardo não respondeu. Helena então tomou a direção da escada, quando colocou o pé no primeiro degrau, ouviu a voz de Eduardo.

— Helena…

Ela parou e virou para encará-lo. Eduardo segurava o copo em uma das mãos com força e a outra mão no bolso, seu maxilar estava travado e seus olhos um brilho como um mar tempestuoso.

Helena o olhava com expectativa. Durante alguns segundos, ela teve a impressão de que Eduardo caminharia até ela. Bastava um passo e depois outro, ou talvez dissesse finalmente aquilo que ela esperava há tanto tempo.

Mas ele permaneceu imóvel.

— Boa noite.

Helena assentiu e abaixou os olhos voltando a subir as escadas, quando terminou olhou novamente para a sala. Eduardo permanecia no mesmo lugar imóvel, sem mexer um músculo. Então ela seguiu para o corredor, desaparecendo da vista de Eduardo.

Para Eduardo… Permanecer dentro daquela casa tornou-se impossível. Caminhou até a varanda quase sem perceber. O vento da noite bateu em seu rosto. Estava cansado de encenar o marido apaixonado, alguma coisa dentro dele parecia fora do lugar. Apoiou as duas mãos no parapeito e fechou os olhos.

Mas, em vez de encontrar silêncio para acalmar seus pensamentos, encontrou imagens.

Primeiro Danilo, a mão sobre a mão de Helena. Depois… Bruno. Fazendo-a sorrir e por fim… Viviane.

Eduardo respirou fundo. Tentou afastar aqueles pensamentos.

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