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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 218

— Sim?

Bruno viu, naquele olhar, uma angústia maior do que imaginava. As palavras chegaram a se formar em sua boca, mas não saíram. Em vez de revelar o que sabia, apenas perguntou:

— Ele deveria saber... Por que ainda não contou a ele?

— Eduardo está muito ocupado com as negociações com o Grupo Walker. O presidente é um homem rígido e implacável, pelo que sei. Ele está prestes a desembarcar para acompanhar tudo de perto. Não posso incomodá-lo com os meus problemas.

Bruno suspirou.

— Você e o Eduardo...

— Por favor, Bruno. Não quero falar sobre isso. — implorou ela, com a voz embargada.

— Está tudo bem. — Bruno a olhou com ternura. — Quando você quiser conversar...

— Obrigada. — respondeu Helena, com certo alívio.

O silêncio se instalou entre eles. Bruno permaneceu alguns segundos pensativo. Então falou com absoluta tranquilidade:

— Quero fazer uma proposta.

Helena ergueu os olhos.

— O cronograma do Complexo Comercial Lima depende diretamente da produção da Vasconcelos. Se a produção de vocês diminuir, minha obra também atrasa.

Helena compreendeu imediatamente onde ele queria chegar.

— Então... podemos transformar esse problema em uma oportunidade.

Ela permaneceu imóvel, enquanto Bruno continuava.

— O Grupo Lima pode antecipar parte dos pagamentos previstos em contrato. Também podemos ampliar temporariamente os pedidos. Isso melhora imediatamente o fluxo de caixa da empresa.

Helena ouviu tudo atentamente.

— Além disso...

Fez uma breve pausa.

— Posso entrar como investidor nessa expansão. Ou, se preferir... podemos criar uma parceria estratégica entre as nossas empresas.

Nenhuma das opções representava caridade, e Bruno fez questão de deixar isso claro.

— Não estou oferecendo ajuda por amizade. Estou fazendo uma proposta de negócio. Acredito na sua empresa. Sei que ela vai superar esta crise. Tenho certeza de que recuperarei esse investimento, e ainda com lucro.

Helena permaneceu alguns segundos em silêncio. Depois sorriu, agradecida.

— Obrigada, mas não posso aceitar.

Bruno franziu levemente a testa.

— Por quê?

Ela respirou fundo.

— Porque você estaria assumindo um risco enorme.

— Empresas vivem de riscos.

Bruno deu um pequeno passo à frente.

— Você faria isso por mim.

Helena sorriu.

— Justamente por isso eu não posso permitir.

Os dois permaneceram em silêncio por alguns instantes.

— Então me prometa que vai pensar. Leve essa proposta para a Bianca e para a Célia. Tenho certeza de que essa é a melhor saída para vocês.

Ela voltou a olhar pela janela.

— Ainda não sei. — A voz saiu baixa, quase um sussurro.

— Helena, eu sou um homem de negócios. Não faria uma proposta como essa sem pensar. As perdas causadas pelo atraso do cronograma, em razão da falta de entrega dos pedidos, seriam enormes. Se a Vasconcelos parar, minha obra atrasa. Se minha obra atrasa, pago multas contratuais e perco credibilidade com investidores. Financiar sua recuperação hoje custa muito menos do que arcar com os prejuízos de um cronograma comprometido.

Bruno tinha razão. O Grupo Lima era o maior cliente da Vasconcelos. Perdê-lo ou não conseguir cumprir o contrato significaria um duro golpe para a credibilidade da empresa. A recuperação poderia ser extremamente difícil, talvez até impossível.

Helena refletiu e soltou um longo suspiro. Estava em um beco sem saída. Se quisesse cumprir os prazos e honrar os contratos, precisava de dinheiro. Se Bruno realmente investisse o valor necessário, o fabricante substituiria o equipamento, a produção não seria afetada, os prazos seriam mantidos e os funcionários voltariam a trabalhar com tranquilidade.

— Está bem. Mas isto será uma parceria. Assim que tudo se normalizar, eu devolverei o investimento, com os lucros devidos.

Bruno sorriu.

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